Venezuela, o povo é protagonista #6D

No próximo 6 de dezembro acontecerão na Venezuela as eleições parlamentares para o período 2016-2021. Será a vigésima eleição no país em 16 anos de democracia participativa na qual o povo é protagonista

Supremo Tribunal venezuelano manterá os resultados das eleições legislativas No processo eleitoral para eleger os deputados da Assembleia Nacional (AN) no próximo 6 de dezembro, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ), como eixo fundamental do Estado de Direito, resguardará a vontade expressa pelo povo por meio do voto, afirmou sua presidenta, Gladys Gutiérrez.

O Poder Eleitoral é responsável pela execução e o TSJ “na esfera de sua competência estará atento para responder a qualquer situação que seja apresentada a seus órgãos”. Gutiérrez disse estar segura de que a Venezuela continuará seu caminho democrático. Sobre as acusações e intrigas contra a instituição, disse que sempre surgem em tempos próximos de eleições e “se pode ver a intenção de tentar deslegitimar parte do poder público ou toda a institucionalidade a fim de justificar atos de violência”.

Transparência e respeito eleitorais na Venezuela

Um dos pontos fortes do sistema automatizado eleitoral venezuelano é a capacidade de realizar auditorias em cada um de seus componentes. Tal fato evita qualquer receio do uso de meios eletrônicos porque mostra a transparência dos principais processos do sistema.

Os processos de votação, apuração, transmissão, contagem e divulgação dos resultados são auditados pelos técnicos de partidos políticos, com os quais se constrói uma cadeia confiável para certificar, em cada parte do processo, a consistência e integridade dos resultados eleitorais.

Na Venezuela são realizadas aproximadamente vinte auditorias ao sistema eleitoral, entre elas as relacionadas com o Registro Eleitoral, os dados e impressões digitais das eleitoras e eleitores nas urnas de votação, no software da urna, na transmissão dos resultados e no sistema de contagem.

Estas auditorias constituem o que se poderia qualificar como a revisão do núcleo estratégico do sistema e implicam em múltiplos mecanismos de segurança, como a revisão de um registro preliminar para garantir que se cumpra com todos os requisitos e que seja submetido somente a questionamentos e solicitações dos auditores dos partidos; o resguardo ao segredo do voto por meio da compilação aleatória para fazer impossível a reconstrução da sequência e resguardar em segredo a vontade do eleitor; assim como a encriptação dos dados para serem transmitidos ao sistema de contagem, onde auditores dos partidos verificam o correto funcionamento dos algoritmos que foram certificados nas fases preparatórias e, assim, possam ser comparados com dados das atas que estão nas mãos de cada fiscal das mesas de votação.

Para garantir a cadeia de confiança, os técnicos dos partidos constroem uma chave compartilhada para cada um dos processos, que somente pode ser violada se colocam corretamente todas as partes em questão.

 

Com informação de agências e  www.cne.gob.ve

 

 

 

 

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‘Os filhos da Operação Condor são agora os da Operação Abutre’

Em entrevista, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denuncia um plano desestabilizador contra os governos populares da América do Sul.

Darío Pignotti

Brasília – Sem protocolo. Enquanto Nicolás Maduro caminha em direção ao portal de vidro do Palácio do Itamaraty, os Dragões da Independência, a guarda de honra brasileira, vestida com capacetes dourados e uniformes do Século XIX, se colocam em formação para despedir os visitantes erguendo suas armas. De boa vontade, o mandatário venezuelano detém sua marcha por um pedido de entrevista para este diário, e responde: “é para o Página/12? Ótimo, deveriam publicar uma edição na Venezuela também”.

Ele acabava de concluir sua participação na Cúpula presidencial do Mercosul com um discurso que reforçou o seu repúdio ao novo tipo de movimento desestabilizador que se ensaia no Brasil, na Argentina e na Venezuela. As presidentas Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner tiveram intervenções durante o encontro onde também abordaram o tema, o que Maduro destaca como “gestos importantes”.

Antes de começar a gravação, o presidente elogiou seus colegas com um tom de voz que levemente ia crescendo, como se, em algum momento, ele sentisse que começava a fazer um discurso do balcão do Palácio de Miraflores, em Caracas. “Valentes! Elas se manifestaram de maneira direta, correta, contra aqueles que querem esmagar os nossos povos. Dignas! Entrego a elas a minha saudação com todo o respeito e afeto. São lutadoras, lutam contra as conspirações, contra as campanhas midiáticas”.

Não porque seja inédita em um subcontinente acostumado a manobras como as que aconteceram na Venezuela, em 2002, e no Paraguai, em 2012, além das tentativas na Bolívia (2008) e no Equador (2010), mas porque é a primeira vez que esse espectro ronda o gigante Brasil, que agora necessita de um cinturão de solidariedade continental.

A conversa com Maduro se deu na porta da chancelaria, a uns 300 metros do Congresso Nacional brasileiro, e a mais ou menos 1,5 quilômetro do Palácio Planalto, onde os telefones não param de tocar.

Isso porque enquanto Dilma recebia seus colegas sul-americanos, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciava sua ruptura com o governo e desarquivava um pedido de impeachment apresentado pelo militar retirado Jair Bolsonaro, reeleito no ano passado com uma plataforma que reivindica a tortura policial e a ditadura, “que nos salvou de ser uma Cuba totalitária, como a que queriam os terroristas que agora estão no Planalto”.

– Existem cada vez mais fantasmas?

– Existem fantasmas, claro. Porque os filhos da Operação Condor, de quarenta anos atrás, são agora os da Operação Abutre, que querem as nossas cabeças. Querem nos fazer desaparecer. Querem acabar com os governos progressistas, os processos de mudança, com os processos populares que construímos na nossa América Latina. Nós, na Venezuela, temos já dezesseis anos de experiência derrotando esses golpes de Estado, derrotando as guerras econômicas, as guerras psicológicas. O que aconteceu em todo esse tempo? Das 19 eleições realizadas no país, nós ganhamos da direita 18 vezes, e este ano vamos ganhar outra eleição (a legislativa, em dezembro), a de número 19. Mas eles não se importam, porque são golpistas, e vão continuar agindo da mesma forma.

– Há um mês atrás, senadores golpistas brasileiros foram visitar seus correligionários em Caracas.

– Bom, aquilo foi para fazer um gesto à direita mais violenta da Venezuela, a que acha que pode governar no grito. Eles realmente acham isso, que podem recuperar o poder em todos os nossos países da mesma forma que fizeram no passado. Eles foram os que governaram no nosso continente durante cem anos e ainda têm a mesma mentalidade autoritária, intervencionista, essa mentalidade pró-imperialista. Mas enfim, aqui estamos nós, para continuar derrotando essas manobras, e vamos derrotá-las.

– Você vê instabilidade no Brasil?

– Vemos uma grande força popular no Brasil, e se for desafiada ela vai reagir. Nós dissemos aqui que se tocam a Dilma, se tocam o Lula, o povo vai defender e vai triunfar.

Cuba

O automóvel oficial aguarda o presidente na Esplanada dos Ministérios, a ampla avenida do centro brasiliense, e Maduro avança sobre o tapete vermelho, pelo corredor feito de Dragões da Independência – possivelmente sufocados debaixo desses pesados chapéus metálicos dourados.

– Você me permite algumas perguntas a mais? Por exemplo, sua opinião sobre a retomada do diálogo entre Cuba e Estados Unidos.

– Muito bem… eu acho excelente. Uma grande conquista, uma grande vitória da Cuba revolucionária de Fidel. Se manteve de pé o tempo inteiro, e no final o imperialismo teve que reconhecer esse fracasso histórico.

– Isso contribui para a estabilidade na Venezuela?

– A estabilidade na Venezuela nós temos que sustentar a partir das nossas próprias forças, porque o império quer nos destruir. Bom, assim já está bem…

– Presidente, espera, o que o presidente Obama lhe disse na Cúpula das Américas (em abril no Panamá)?

– (indo embora) Ele (Obama) disse que deveria ser realista com respeito à Venezuela, nós somos uma realidade, eles não podem nos apagar, porque somos uma realidade, um projeto de inclusão que está bastante vivo.

Tradução: Victor Farinelli

Fonte: Carta Maior

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/-Os-filhos-da-Operacao-Condor-sao-agora-os-da-Operacao-Abutre-/6/34048

Ciclo de Cinema Patriótico na Embaixada da Venezuela em Brasília

Quer entender de uma vez o que significa “bolivarianismo”? Ou sobre os valores que movem os povos latinoamericanos? Começa amanhã em Brasília o Ciclo de Cinema Patriótico na Embaixada da Venezuela!

Bons filmes, de graça e acessíveis a todos os públicos:

 

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Confira no #SoundCloud a dica cultural da Rádio Cultura FM:

Realiza-se, em Bruxelas, a II Cúpula UE-CELAC

EU-CELAC-2015

A presidenta Dilma Rousseff viajou no começo da tarde de hoje para Bruxelas, na Bélgica, onde participa da II Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos – a CELAC – com países da União Europeia.

A Cúpula UE-CELAC tem o objetivo de aproximar posições políticas desses países em torno de questões da agenda global – como as mudanças climáticas e os direitos humanos – além, é claro, de impulsionar as relações comerciais entre eles.

Alguns acordos comerciais já assinados por 26 dos 33 países da CELAC com a União Europeia também serão abordados pelos representantes de cada país durante esta cúpula, que vai até a próxima quinta-feira, dia 11.

Este segundo encontro entre as duas grandes regiões, depois de janeiro de 2013, no Chile, vai ocorrer sem a presença de alguns de seus protagonistas, como o presidente cubano Raúl Castro, a argentina Cristina Kirchner e o venezuelano Nicolás Maduro. Pelo lado europeu, estão confirmadas as presenças do presidente francês, François Hollande, dos chefes de governo britânico, David Cameron; da alemã, Angela Merkel, e do premiê grego, Alexis Tsipras, que é ligado a vários governantes latinoamericanos.

Tsipras deve buscar a solidariedade da CELAC para os muitos problemas que a Grécia enfrenta por conta da dívida que chega aos 180% do PIB grego. Dentro da CELAC, a Argentina é a que tem o maior problema, já que está em conflito com fundos especulativos por uma dívida não reestruturada que vem desestabilizando, já há algum tempo, a economia do país.

Assim como em 2013, a UE procura estreitar suas relações com os países da CELAC, região que possui investimentos europeus equivalentes aos do bloco formado por Rússia, China, Índia e África do Sul juntos, um montante em torno de 500 bilhões de euros. Segundo o escritório de estatística Eurostat, os países da CELAC juntos, estão em quinto lugar em parcerias comerciais na região, atrás dos Estados Unidos, China, Rússia e Suíça.

Ao esforço por um diálogo político, se somam também alguns dos chamados desafios globais, como as questões ambientais e problemas comuns como o tráfico de drogas. O objetivo também é buscar alguns consensos antes da Conferência sobre o Clima, que vai ocorrer em dezembro deste ano em Paris, e também a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Drogas, que está prevista para 2016.

Mas são os temas comerciais, claro, o grande destaque na agenda da cúpula. Chile e México, por exemplo, que já possuem acordos comerciais assinados com a UE desde o ano 2000, darão andamento às negociações para incluir inovações em diferentes setores. Já o Equador, que assinou com a UE no ano passado um tratado comercial para se incorporar ao Acordo Multipartes, também assinado por Peru e Colômbia, deve ajustar apenas alguns detalhes.

Ainda assim, na sua chegada ao aeroporto de Bruxelas, o presidente equatoriano, Rafael Correa, declarou à imprensa que pretende propor os cinco eixos da CELAC como uma agenda de trabalho até 2020 também para a UE.

O primeiro deles, segundo Correa, é a luta contra a miséria e a injustiça social. O segundo eixo é o trabalho em temas como educação, ciência e tecnologia. O terceiro ponto refere-se ao meio ambiente. O quarto eixo está vinculado ao financiamento conjunto para o desenvolvimento e o quinto eixo, já acordado pela CELAC e que Rafael Correa pretende propor aos membros da UE, é ajustar iniciativas conjuntas com vistas à cúpula sobre mudança climática em Paris.

As Cúpulas UE-CELAC, que reúnem dirigentes europeus e latinoamericanos e do Caribe, são os principais fóruns de diálogo e cooperação entre essas regiões e acontecem em Bruxelas, capital de fato da União Europeia e a maior área urbana da Bélgica.

O tema escolhido para a cúpula deste ano é “Construir o nosso futuro comum: trabalhar para criar sociedades prósperas, coesas e sustentáveis para os nossos cidadãos”.

O Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que vai presidir a Cúpula, declarou que espera a participação de 61 Chefes de Estado e de Governo.

A primeira Cúpula UE-CELAC ocorreu em Santiago do Chile, em janeiro de 2013 e gerou vários acordos comerciais e de investimentos em áreas voltadas às qualidades social e ambiental dos países das duas regiões.

Esta cúpula poderá ser o cenário também para um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Em maio, Dilma e o presidente do Uruguai, Tabaré Vásquez, disseram que o fechamento do acordo tarifário entre os dois blocos é prioridade para o grupo sul-americano.

Com agências

Ouça abaixo a nota do Cultura Notícias Internacional, da Rádio Cultura FM:

Abaixo, reportagem da TeleSur:

A Revolução não será televisionada – Hoje em Brasília!

Acontece hoje a exibição do documentário “A Revolução não será televisionada”  com um posterior debate com a participação da Embaixadora da República Bolivariana da Venezuela e do Jornalista Renato Rovai.
panfleto-revolucao.2_frenteverso
Clique para ampliar
Segunda-feira 08/06/2015 às 19h
Teatro dos Bancários 314/315 Sul
Entrada franca

Chamada para o evento, da Rádio Cultura FM de Brasília: