O sistema de saúde cubano, qualidade reconhecida mundialmente

Fonte: RadioCubana

Em 2014, a Drª. Margaret Chan, Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), durante a conferência “A Saúde  na Agenda do Desenvolvimento pós-2015 ” se referiu a Cuba expressando as seguintes palavras:

“(…) quero felicitar os cientistas e pesquisadores cubanos por seu compromisso com a solidariedade, por seu compromisso com a melhoria da saúde do povo e pelas grandes pesquisas e desenvolvimento alcançados no tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis, assim como no tratamento do câncer (…) “

Em seu discurso Margaret Chan, com razão, reconheceu os valores do sistema de saúde cubano. E que o acesso à saúde na ilha é um direito social de todos os cidadãos que desfrutam, ainda, de serviços gratuitos.

Os cubanos possuem acesso igualitário a todos os programas de assistência médica, através de uma extensa rede de hospitais, institutos de pesquisa, policlínicas, consultórios dos médicos de família, bancos de sangue, clínicas odontológicas, asilos e maternidades.

Destaca-se ainda que o Ministério da Saúde Pública de Cuba tem entre suas prioridades os grupos populacionais de risco, onde se encontram as mulheres, as crianças, os deficientes e os idosos. A este respeito salienta-se que, no final de 2014, a taxa de mortalidade infantil foi de 4,2 por cada mil nascidos vivos. Isto representa um dos melhores indicadores do continente e reflete, portanto, a qualidade de um sistema que exibe resultados semelhantes aos das nações desenvolvidas.

O país, marcado por um aumento acelerado dos níveis de envelhecimento da população, precisa agora mais do que nunca de atenção para este setor, para o qual estão sendo destinados inúmeros recursos. Como o Programa Integral de Atenção do Idoso, criado com o objetivo de assegurar a cobertura às necessidades das pessoas idosas e garantir sua qualidade de vida.

Investigação sistemática

Cuba tem desenvolvido uma atenção de primeiro nível graças ao trabalho de pesquisa que acompanha o sistema de saúde. A cada ano se analisam questões relativas à demografia, mortalidade, recursos, serviços e formação de pessoal qualificado.

Além disso, o sistema médico cubano conta com programas de pesquisa para a prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer; cardiologia e diagnóstico de doenças congênitas.

O desenvolvimento rápido de tais pesquisas reduziu as importações de medicamentos. Sem dúvida, com o trabalho assistencial, se amplia constantemente a atividade de pesquisa, para que haja um desenvolvimento progressivo.

A colaboração internacional

A solidariedade cubana também se estende a outras nações. A presença de brigadas médicas da Ilha tem sido percebidas na África, na América Latina e na Europa.

Por outro lado, a Missão Milagre, programa de saúde cubano que oferece atendimento oftalmológico gratuito a pacientes latinoamericanos, permanece ativa em sua missão e tem sido considerada até agora como um feito sem precedentes.

A Escola Latinoamericana de Medicina (ELAM), a cada ano forma jovens médicos de todo o mundo e desde a sua criação em 1998, já formou milhares de médicos de mais de 120 países.

Cuba foi o primeiro país também a responder imediatamente ao chamado da OMS, para enfrentar a epidemia de Ebola nas regiões da África Ocidental. A ilha também não hesitou quanto a ajuda às vítimas do Nepal, após dois violentos terremotos que devastaram o país em 2015.

Desafios

O sistema de saúde cubano é reconhecido em todo o mundo, mas é um desafio manter essa qualificação. O impacto das sanções impostas pelos Estados Unidos há mais de 50 anos com o Bloqueio Econômico, Comercial e Financeiro, forçando o país a comprar equipamentos, medicamentos e matérias-primas a preços muito elevados.

Esta situação complexa tem grandes desafios, mas ainda permanece a vontade de priorizar os cuidados de saúde de forma gratuita e com alta qualidade.

Portanto, não é surpreendente que Cuba estivesse presente na edição 67 da Assembleia Mundial da Saúde e que nesta edição 2015, tenha presidido a de número 68. Sem dúvida, um justo reconhecimento da excelência do seu sistema de saúde, pois como bem disse Margaret Chan: “(…) o resultado deste trabalho árduo tem beneficiado muitas pessoas ao redor do mundo.”

Gerardo Hernández em encontro de amizade com Cuba no Brasil

Gerardo Hernández (Foto: Archivo)
Gerardo Hernández

 

Recife, Brasil 7 jun – Um dos Cinco Antiterroristas Cubanos, Gerardo Hernández, surpreendeu neste sábado com a sua presença os mais de 400 participantes da XXII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada nesta cidade do nordeste brasileiro.

Sua chegada, no auditório da Faculdade de Administração de Pernambuco motivou um mar de aplausos e de emoções diversas entre os presentes interessados em cumprimentar Hernandez.

Acompanhado pela embaixadora de Cuba no Brasil, Marielena Ruiz Capote, o herói apertou a mão de inúmeras pessoas e também se dispôs a tirar fotos com várias delas.

Edival Cajá Nunes, membro da Comissão Organizadora deste evento, apresentou o lutador antiterrorista, e destacou o trabalho das organizações de solidariedade no Brasil que durante anos exigiram a libertação dos Cinco.

“Você e seus colegas são um exemplo de luta para este continente”, disse Cajá destacando ainda que a batalha pela libertação dos Cinco uniu partidos e movimentos de diferentes tendências políticas. PL

STELLA CALLONI / Fuerte respaldo a Cristina, ante intentos golpistas.

El odio, el agravio y la infamia se los dejamos a ellos escribió hoy la presidenta, Cristina Fernández de Kirchner, en su cuenta de Facebook, en referencia a los responsables de ataques judiciales y mediáticos contra su gobierno que hoy tuvieron una fuerte respuesta también por las redes sociales, en las que se denuncian intentos golpistas.

El hashtag TodosConCristina encabeza la tendencia en las redes sociales desde las últimas horas cuando miles de usuarios manifestaron su apoyo a la presidenta a través de twitter y facebook, publicando fotos y mensajes de solidaridad.

Se expresaron así contra la decisión del fiscal Gerardo Pollicita de dar curso a la causa que impulsaba el fallecido fiscal Alberto Nisman contra la mandataria y otros funcionarios por supuesto encubrimiento por el caso de la Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA).

La denuncia de Nisman del pasado 14 de enero, no tiene ningún sostén judicial, no se basa en ninguna prueba real, sólo en prejuicios y especulaciones que aluden a dichos de segundas y terceras personas que ni siquiera son funcionarios ni tienen ningún tipo de responsabilidad sobre la política exterior argentina o iraní, señaló Julián Bruchstein en Página 12. Y lo mismo puede decirse de la imputación de Pollicita.

Ante esta situación, Fernández de Kirchner manifestó en su mensaje de hoy que el odio, el agravio, la infamia, la calumnia se los dejamos a ellos, nosotros nos quedamos con la Asignación Universal por Hijo, con las jubilaciones, con el matrimonio igualitario, con la ampliación de derechos, con los convenios colectivos de trabajo, con el mejor salario mínimo, vital y móvil de toda la historia, con la industria nacional, con las inversiones en infraestructura, con la educación, con las universidades, con los científicos, con las escuelas, con los chicos, es decir, los logros de su gobierno.

Miembros del gobierno criticaron la decisión de Pollicita. El titular de Autoridad Federal de Servicios de ComunicaciónAudiovisual (Afsca), Martín Sabbatella, sostuvo que la imputación a la presidenta es una escalada antidemocrática gravísima y evidente, y que los sectores conservadores del país tienen el plan de desestabilizar al gobierno y para ello cuentan con los servicios de lo peor del Poder Judicial y de la mayor corporación mediática.

Sabbatella, también dirigente de Nuevo Encuentro, señaló que este es el gobierno que más hizo y hace por el esclarecimiento del tremendo atentado terrorista a la AMIA, y el hecho de que (Fernández de Kirchner) sea acusada de encubrimiento, solo se explica por la desesperada búsqueda de esos sectores reaccionarios de demoler a la actual presidenta y aislarla de la sociedad.

Calificó la denuncia de Nisman como un verdadero mamarracho jurídico carente de pruebas, y sostuvo que la imputación de Pollicita es “parte de la misma campaña golpista de quienes promueven la marcha del 18 de febrero. Por eso, queda claro que esta medida es una acción más del golpe judicial que está en marcha, advirtiendo que hoy más que nunca hay que respaldar a la democracia frente al avance golpista de las corporaciones.

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, externó su apoyo a su par argentina al conocer esta imputación judicial sin consistencia, que atribuyó a un nuevo capítulo de la restauración conservadora que ahora utiliza hasta las instancias jurídicas para tratar de desestabilizar a los gobiernos progresistas de nuestra América.

Ya no hay golpes militares, ya no hay golpes legislativos, ahora hay golpes judiciales, dijo Correa, quien manifestó todonuestro apoyo, nuestro corazón con Cristina, que enfrenta un nuevo intento de desestabilización,

Contra la marcha del 18f

En medio de una fuerte tensión por las denuncias de un intento golpista en el país, son cada vez más las voces que rechazan la marcha de un grupo de fiscales, supuestamente en homenaje a Nisman, programada para el 18 de febrero (18F) y que es tomada por la oposición política como un ariete para golpear a la mandataria.

El premio Nobel de la Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel (1980), aseguró que no concurrirá a la marcha porque, dijo, se suman un montón de oportunistas políticos que jamás defendieron los derechos humanos, si bien también pidióresponsabilidad al gobierno. Consideró que dirigentes opositores que rechazan los derechos humanos, ahora se suben al mismo caballo para sacar réditos políticos. No voy a participar, no tengo ningún interés. Esta marcha es campaña electoral, sostuvo.

Más de 70 fiscales anunciaron que tampoco se sumarán al 18F y señalaron en un texto público la certeza de que la desaparición física del fiscal Nisman no entorpecerá el avance de las investigaciones tendientes a determinar la responsabilidad de los autores intelectuales y materiales del atentado a AMIA

Consideraron que la mejor y más sincera forma de demostrar nuestro respeto por quien ya no está entre nosotros y por sus familiares, es manifestar nuestra colaboración, personal y profesional, a la Fiscal Viviana Beatriz Fein -a cargo de la investigación de la causa del deceso- y a los fiscales que continuarán interviniendo en los casos en los que Nisman trabajaba. A la vez, recordaron los deberes hacia los familiares de las víctimas del atentado contra la mutual judía AMIA, en 1994.

Ante la convocatoria de algunos fiscales para el 18F, y el oportunismo político opositor, un grupo de escritores, académicos y profesionales encabezados por el dramaturgo Roberto Tito Cossa, entre los que se encuentran Mempo Giardinelli, Noe Jitrik, Tununa Mercado, Ricardo Forster, Jorge Bernetti, Eduardo Aliverti y otros, llamaron a firmar y divulgar un manifiesto en contra de toda forma de violencia, incluso la aparentemente sutil y subliminal, como la que se incita desde el terrorismo periodístico disimulado, la financiera, la empresaria y/o cualquier otra. Repudiamos todo intento de desestabilización institucional.

Asimismo, exigieron que se cumplan las leyes, todas, sin chicanas ni cautelares como la que es costumbre disponer en beneficio de los poderosos, sean personas o grupos empresariales.

En el manifiesto llamaron parodi democraticista a la decisión de un pequeño grupo de fiscales, desprestigiados casi todos, apadrinados por los medios hegemónicos, en la convocatoria a una marcha a todas luces sectaria y provocadora y rechazaron el siempre renovado oportunismo de dirigentes políticos capaces de todo tipo de servilismos a gobiernos extranjeros, y a irritantes violencias verbales.

Stella Calloni/ La Jornadai

Copa do Mundo e a solidariedade com os cinco cubanos

ACJM/RS, 19 de junho de 2014.

A entrega de um panfleto – escrito em português, inglês e espanhol – e a exposição de painéis e outdoors em pontos estratégicos da Capital visa a chamar a atenção, durante a Copa do Mundo, sobre uma das maiores farsas da atualidade cometida pelo governo, a mídia e a justiça dos Estados Unidos para sequestrar, prender e condenar Cinco antiterroristas cubanos a severas penas que chegam a duas prisões perpétuas e mais 15 anos.

Vânia Barbosa, Jornalista e coordenadora do Comitê pela Liberdade dos Cinco antiterroristas cubanos no RS.

Foto: ACJM/RS Militantes da ACJM/RS no Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre.

Desde o primeiro dia do campeonato mundial militantes da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, organizados em grupos, saem às ruas da Capital do Estado para intensificar a denúncia sobre a prisão, há quase 16 anos, nos Estados Unidos, de Antonio Guerreiro, Fernando Gonzáles, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González, quando monitoravam organizações terroristas em Miami para evitar novos e brutais ataques contra a Nação cubana.

Torcedores brasileiros e de outros países como Honduras, Canadá, Nigéria, Coreia do Sul, Austrália, Argentina, Estados Unidos, França, Holanda, entre outros, recebem um panfleto com informações sobre as manipulações e irregularidades cometidas nos processos que condenaram os Cinco a injustas prisões.

O destaque da campanha é o pedido para que Barack Obama faça justiça e utilize suas prerrogativas constitucionais para libertar Gerardo, Ramón e Antonio, condenados, sucessivamente, a duas prisões perpétuas mais 15 anos de prisão, 30 anos de prisão e 21 anos de prisão e 20 meses. Os três antiterroristas foram presos junto com Fernando González Llort e René González Schwerert, libertados após cumprir a totalidade das condenações e sem receber qualquer indulto ou gesto humanitário do governante norte-americano.

A exposição de painéis e outdoors em locais de grande circulação na Capital é outro recurso utilizado na campanha para despertar a curiosidade da mídia e da população sobre quem são Ramón, Gerardo e Antonio e porque Obama deve libertá-los. Os principais painéis ficam localizados em duas importantes estações do Metrô: Mercado e Aeroporto, que ligam a denominada Rota Protocolar da Copa 2014 ao Estádio Beira Rio. Outros painéis estarão em pontos estratégicos como no Bairro Cristal, caminho para a Zona Sul da cidade; Br.290, na Free-Way, rota para municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte, e na esquina das Avenidas Ipiranga e Assis Brasil, duas principais da Capital.

Foto: ACJM/RS – Militantes da ACJM/RS concluem montagem dos painéis na passagem da Estação Mercado do Metrô.

Foto: ACJM/RS – Militantes da ACJM/RS concluem montagem dos painéis nas escadarias do Metrô da Estação Mercado

A Associação José Martí também reforça o apoio para a divulgação da campanha nas mídias sociais e outras apoiadoras, além do Centro Aberto de Mídia para a imprensa não cadastrada pela FIFA, organizado pela Prefeitura de Porto Alegre e o Governo do Estado para a participação de 250 jornalistas/ dia. Militantes da solidariedade com Cuba que vivem no interior do Estado entraram em contato com a Associação para solicitar o material e aderir à campanha em seus municípios.

Os pontos para a panfletagem seguem os locais que formam “O Caminho do Gol”, como o Mercado Público e o Largo Glênio Peres, com grande acesso aos torcedores internacionais e brasileiros. Também onde ocorrem as atividades de transmissão de jogos, culturais e de lazer, como o Anfiteatro Pôr do Sol; os Territórios da Paz nas Vilas Restinga, Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Bom Jesus e Rubem Berta. Ainda, nos Parques Harmonia e Farroupilha, na Usina do Gasômetro, além de outras opções como bares localizados nos Bairros Cidade Baixa e Centro Histórico de Porto Alegre, entre outros.

 

Foto: ACJM/RS Torcedores argentinos recebem panfleto e apoiam a campanha pela libertação de Gerardo, Antonio e Ramón.

Ao avaliar a campanha, o presidente da Associação Cultural José Martí/RS, Ricardo Haesbaert, destacou que a proposta foi apresentada pelas delegações do Brasil e da Argentina, durante o IX Colóquio pela Liberdade dos Cinco e contra o Terrorismo, ocorrido em Holguín (Cuba), em outubro de 2013. As delegações consideraram a importância de uma permanente mobilização e a busca de novos espaços e apoios capazes de fortalecer a luta pelos Cinco.

“É impossível silenciar quando sabemos que Washington forjou um processo absolutamente inconsistente para condenar Cinco inocentes”, afirma Ricardo. “E tudo com o apoio da mídia visando a omitir da maioria dos estadunidenses uma sanção autoritária e ilegal e que tem origem na permanente política de hostilidade contra a Ilha Caribenha”.

Foto ACJM/RS: Militantes da ACJM/RS com torcedores no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre.

Conforme Haesbaert, muitas pessoas ficam surpresas ao saber da detenção e condenação dos Cinco heróis cubanos – como são chamados em Cuba e pela solidariedade internacional -, um caso que vai além de uma farsa jurídica, pois implica em violações aos direitos fundamentais que têm e à própria Constituição estadunidense. Ressaltando a importância do espírito internacionalista para entender a solidariedade com os Cinco e os seus princípios humanitários, Ricardo Haesbaert lamenta que uma grande parte da esquerda brasileira ainda hesita em apoiar de frente a campanha, ou silencia mesmo sabendo que Antonio, Fernando, Gerardo, Ramón e René são inocentes e estavam nos Estados Unidos para evitar as brutais agressões contra o seu país, além de contribuir para desvendar ao mundo uma grande rede terrorista mantida pelos governos estadunidenses, e que inclusive tem estreita relação com os ataques à soberania de países da América Latina.

         

Fotos: ACJM/RS – (E) Luiz Henrique, dirigente da Central Única dos Trabalhadores – CUT,  (C) Miguel Stedile, jornalista e militante da Via Campesina  e  Amerí ro Espíndola, servidora pública, (D) apoiam a campanha.