Comitê General Abreu e Lima manifesta apoio ao movimento de resistência no Equador

O Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima entregou na manhã de sexta-feira, 11 de outubro, um manifesto em solidariedade ao povo equatoriano. Participaram do ato ativistas de vários partidos e movimentos que integram o comitê, que em reunião com o embaixador do Equador, Diego Ribadeneira, deixaram claro o protesto à violência e servilismo do presidente Moreno ao imperialismo. Abaixo segue a nota entregue a Chancelaria equatoriana.

MANIFESTO DE APOIO AO RECHAÇO POPULAR, A CONSTRUÇÃO DA GREVE GERAL EQUATORIANA CONTRA O PAQUETAZO DE MORENO E CONTRA A INGERÊNCIA DOS EUA NA AMÉRICA LATINA

O Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima, frente ao decreto sancionado no primeiro dia de outubro passado pela Presidência do Equador, torna público o absoluto repúdio à radicalização neoliberal produzida pelo anúncio das novas medidas econômicas como contrapartida para a liberação de um empréstimo milionário por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI). Por extensão, em solidariedade ao direito de mobilização do povo equatoriano, este comitê condena com veemência a escalada repressiva instaurada por Lenin Moreno a partir do Decreto Ejecutivo 884, que suspendeu as garantias constitucionais e decretou o estado de exceção por todo o país.

O paquetazo econômico de Lenin Moreno, visa compensar os efeitos perversos da crise econômica nacional e assegurar os interesses do grande capital, impõe medidas econômicas que aprofundam a deterioração das condições de trabalho e vida da classe trabalhadora ao intensificar os mecanismos de superexploração da força de trabalho.

As semelhanças com o Caracazo saltam aos olhos. Conjunturalmente, verificam-se desde a eliminação do subsídio estatal sobre a gasolina e a majoração nos bilhetes de transporte coletivo ao anúncio de substanciais reajustes salariais e flexibilização dos direitos laborais, perpassando pelo congelamento de gastos públicos e pelo encarecimento dos gêneros de primeira necessidade. A violência governamental, apoiada em um discurso contra as forças populares, justificam o arbítrio em curso.

Convocada pelos trabalhadores do setor de transportes, centralizados pela Federación Nacional de Cooperativas de Transporte Público de Pasajeros de Ecuador (Fenacotip), tendo recebido a expressiva adesão de movimentos indígenas organizados, como a Confederación de Nacionalidades Indígenas de Ecuador (CONAIE) e o Movimiento Indígena y Campesino de Cotopaxi (MICC), estudantes e demais setores descontentes ocuparam a capital, Quito, mostrando a disposição de seguir com a greve geral. O movimento reivindica a revogação do decreto antipovo, bem como de todas as medidas anunciadas e a renúncia de Moreno.

Demonstrando a covardia própria das lideranças ilegítimas, Moreno transferiu a sede governamental a Guayaquil, na região costeira, fugindo dos manifestantes. Também intensificou o volume do aparato coercitivo para 24.000 militares e 5.000 reservistas. Diariamente tem ocorrido confronto direto entre a polícia e os manifestantes, que fortalecem sua unidade, organização e disposição de luta. Centenas de manifestantes, ativistas sociais e dezenas de jornalistas estão detidos. A polícia já cometeu vários assassinatos, inclusive de um recém-nascido.

Resta claro que os descontentamentos populares no Equador tornam explícita a deterioração do governo Moreno, com o esgotamento do modelo neoliberal, que tem levado ao aprofundamento da exploração do trabalho e riquezas naturais, com uma feroz violência contra os povos que ousam enfrentar o imperialismo, como tem ocorrido com Cuba, Venezuela e o povo equatoriano, que ousa lutar e combater os opressores. Deriva daí o enorme potencial revolucionário da classe indígena equatoriana e das classes trabalhadoras na região, já vislumbrada por Mariátegui no contexto da luta de classes peruana em meados do século XX.

A escalada autoritária para a qual caminha o modo de acumulação neoliberal exige que a utopia se imponha no horizonte, que a unidade na luta contra as agressões imperialistas, que atacam a soberania de nações e conquistas sociais, seja capaz de seguir o exemplo de Marighella, Che Guevara, Fidel Castro e Hugo Chávez. Por esta razão, declaramos apoio irrestrito aos insurgentes equatorianos e todos os povos que se disponham a conquistar outro amanhã, com dignidade, igualdade e o socialismo.

EM DEFESA DA GREVE GERAL EQUATORIANA!
TODA SOLIDARIEDADE AOS POVOS NA LUTA ANTI-IMPERIALISTA!
VIVA A UNIDADE DO POVO LATINO AMERICANO!!

Brasília, DF, Brasil, 11 de outubro de 2019

Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima

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Missão da Unasul acompanha eleições na Venezuela

A missão de acompanhamento eleitoral da União de Nações Sul Americanas (Unasul) observou de perto, desde as primeiras horas deste domingo (6), no oeste de Caracas, a votação das eleições legislativas venezuelanas.

Foto: Ariana Cubillos / AP

Cidadãos aguardam na fila para entrar em zona eleitoral nas eleições municipais da Venezuela, em 2013.Cidadãos aguardam na fila para entrar em zona eleitoral nas eleições municipais da Venezuela, em 2013.

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Declaração de apoio ao governo bolivariano e ao povo da Venezuela

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Frente as eleições legislativas no 6 de dezembro, declaramos plena solidariedade ao governo bolivariano da Venezuela, aos militantes e dirigentes do Grande Polo Patriótico e do PSUV, ao Comandos Bolívar Chávez, ao povo venezuelano, pelo supremo esforço na continuidade deste processo revolucionário que, desde 1998, passou a ser a luz e a força propulsora central dos novos rumos de soberania e integração socialista dos povos da América Latina.

 

A revolução venezuelana tem sido vítima de constantes ataques internos violentos da oposição, ações contrarrevolucionárias, assassinatos de dirigentes e militantes sociais, sabotagens econômicas e, sobretudo neste período prévio a eleições decisivas como a de 6D, de uma guerra midiática internacional carregada de falsidades promovendo a insegurança quanto ao futuro, não obstante a enorme quantidade de conquistas econômicas de inclusão social, e de participação popular promovidas pela revolução bolivariana. A sabotagem econômica interna, aliada às manobras do imperialismo e à crise capitalista que derrubaram o preço do petróleo a níveis incrivelmente baixos, produz dificuldades quase insuportáveis para as massas, criando obstáculos para o crescimento econômico e o bem-estar.

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#Venezuela #6D Por que não foi publicado nos meios de comunicação internacionais?

 

A oposição venezuelana participa diretamente e endossou sem objeções as 19 auditorias realizadas até agora no sistema eleitoral tendo em vista as eleições parlamentares no domingo 6 de dezembro. Seus técnicos, especialistas com credenciais inquestionáveis e selecionados pelos próprios partidos da oposição, estão credenciados também para as quatro auditorias restantes, do total de 23 que o Poder Eleitoral estabeleceu para este processo na Venezuela. Esta notícia não foi publicado nos meios de comunicação internacionais.

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Em nota, MST repudia tentativa de golpe contra a presidente Dilma

Em nota, MST repudia tentativa de golpe contra a presidente Dilma

O Movimento repudia o comportamento do deputado Eduardo Cunha e afirma que o mesmo não tem legitimidade moral, ética ou política de propor o impedimento da presidência da república.

 

Da Página do MST
No último período, o país tem vivenciado uma crescente onda conservadora no Congresso Nacional que na figura do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), então presidente da Câmara dos Deputados, tem orquestrado uma série de ações que promovem a retirada de direitos da classe trabalhadora, cuja ofensiva se desembocou na autorização da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (02).
Posto isso, o Movimento notadamente lança sua posição oficial diante da atual crise política e reafirma seu compromisso de lutar em defesa da democracia e do respeito ao voto.
“Repudiamos o comportamento do deputado Eduardo Cunha e afirmamos que ele é reflexo da aliança explícita entre a mídia empresarial, liderada pela Rede Globo, seguida por partidos políticos, tendo o PSDB como expoente. E que não tem legitimidade moral, ética ou política de propor o impedimento da presidência da república”, afirma em trecho da nota.
Como principal articulador da tentativa de golpe que coloca em xeque um processo eleitoral democrático deste país, o MST reafirma a luta pelo Fora Cunha! E convoca à todos e todas para se somarem.
“Convocamos toda a militância e toda a classe trabalhadora para lutar pela cassação do mandato e prisão de Eduardo Cunha. Entendendo que somente com as reformas estruturais podemos colocar Brasil em um novo patamar de democracia e justiça social.”

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