VENEZUELA: A DITADURA ONDE O POVO PARTICIPA DAS DECISÕES

Talvez sem o mesmo frisson da promulgação da Constituição Bolivariana de 1999, referendada por voto popular, assim como de outros referendos da era Chávez, a Venezuela promoverá neste domingo, 30/07, a votação para a eleição dos delegados da assembleia nacional constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

A direita venezuelana entendeu a morte de Hugo Chávez como uma fenda de oportunidade política para, com patrocínio dos Estados Unidos, golpear a chamada Revolução Bolivariana.

Henrique Capriles, candidato opositor a Maduro, nunca aceitou a apertadíssima derrota eleitoral de 2013 (50,75% x 49,25%).

Desde então, o país foi mergulhado numa onda de violência e guerra econômica.

Os setores empresariais passaram a esconder os produtos das gôndolas dos supermercados para criarem um caos que justificasse alguma intervenção política e a consequente derrubada do governo.

Diante desse desgaste, a direita venezuelana venceu as eleições legislativas de 2015, na qual obteve amplíssima maioria e o pronto reconhecimento dos resultados pelo governo de Maduro.

Mesmo assim, insiste em dizer que há uma ditadura no país.

Conhecida como Arábia Saudita das Américas, a Venezuela somente teve seu contraste social alterado quando os lucros da exportação do petróleo passaram a ser investidos na transformação social do povo, que passou a ter acesso a casas, escolas e à segurança alimentar.

Entretanto, a guerra econômica provocada pela direita foi agravada pela crise internacional do petróleo no início de 2015, pois as divisas obtidas da importação diminuíram com a queda brusca do preço.

Para se ter uma ideia a Venezuela é membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Com o objetivo de restabelecer a paz e criar uma nova matriz econômica que não dependa exclusivamente do petróleo, o presidente Nicolás Maduro convocou a assembleia nacional constituinte, com base nos artigos 347, 348 e 349 da Constituição, cujos 537 delegados serão eleitos neste domingo.

Primeiramente, o eleitor venezuelano votará num universo de 364 delegados em nível territorial, algo equivalente a um delegado municipal se as eleições fossem no Brasil.

Posteriormente, votará em um dos 173 delegados de nível nacional dentre os setoriais temáticos designados para a constituinte: empresários, camponeses e pescadores, pessoas com deficiência, estudantes, trabalhadores, representantes das comunas e dos conselhos comunais e aposentados.

Toda a votação é eletrônica e, terminada, um comprovante do voto é impresso e depositado na urna física, o que proporciona plena possibilidade de conferência, pois a contagem de ambas as urnas deve ser idêntica.

Todavia, sabemos que não adianta explicar para quem não quer entender.

No Brasil, terra mundial do desdém mesmo com prova em contrário, jamais permitirão a mínima compreensão do que se passa na Venezuela.

No primeiro país independente da América do Sul haverá um novo processo constituinte em menos de 20 anos no qual espera-se a participação de mais de 19 milhões de eleitores num país de 31 milhões de habitantes, enquanto aqui a atual Constituição, vilipendiada por um golpe de Estado, já foi emendada mais de 100 vezes sem qualquer participação popular.

Onde é a ditadura chavista-comunista-petrolífera-bolivariana?

Lá, claro.

A única ditadura no mundo onde o povo vota além de eleições periódicas.

Blog Chianéllico

Talvez sem o mesmo frisson da promulgação da Constituição Bolivariana de 1999, referendada por voto popular, assim como de outros referendos da era Chávez, a Venezuela promoverá neste domingo, 30/07, a votação para a eleição dos delegados da assembleia nacional constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

A direita venezuelana entendeu a morte de Hugo Chávez como uma fenda de oportunidade política para, com patrocínio dos Estados Unidos, golpear a chamada Revolução Bolivariana.

Henrique Capriles, candidato opositor a Maduro, nunca aceitou a apertadíssima derrota eleitoral de 2013 (50,75% x 49,25%).

Desde então, o país foi mergulhado numa onda de violência e guerra econômica.

Os setores empresariais passaram a esconder os produtos das gôndolas dos supermercados para criarem um caos que justificasse alguma intervenção política e a consequente derrubada do governo.

Diante desse desgaste, a direita venezuelana venceu as eleições legislativas de 2015, na qual obteve amplíssima maioria e o pronto reconhecimento…

Ver o post original 360 mais palavras

Anúncios

Macri vence o segundo turno na Argentina

image

Por volta das 22h deste domingo, horário de Brasília, o candidato da presidente Cristina Kirchner, Daniel Scioli reconheceu a derrota para o candidato da ala conservadora, Maurício Macri.

O segundo turno na Argentina se realizou após as eleições de 25 de outubro, quando nenhum candidato alcançou votos suficientes para a vitória no primeiro turno.

A diferença entre os dois candidatos foi apertada. Com 94% das urnas apuradas até pouco antes da meia noite, Macri obteve 51,92% e Scioli 48,08%.

Um cenário parecido com as eleições no Brasil em 2014, quando Dilma Rousseff obteve 51,64 e Aécio Neves 48,36 por cento

A nova equipe de política externa da Argentina tem em seu compromisso de campanha deixar de lado as práticas protecionistas derivadas do controle cambial

Uma das propostas a serem discutidas com o Brasil é a reformulação do Mercosul oferecendo a seus membros mais flexibilidade para negociar acordos comerciais com outros países ou blocos, o que hoje é proibido pelas regras alfandegárias do bloco regional.

Macri chegou a mencionar ainda um esforço para ajudar a Venezuela no que ele chamou de “transição democrática”, sinalizando com isso um provável alinhamento com a histórica política externa norteamericana para a América Latina.

Ainda assim,  o discurso da vitória de Macri foi o de valorizar os avanços. Ele ainda pediu o apoio de todos os argentinos, mesmo dos que não votaram nele.

Logo depois do reconhecimento de Scioli, a presidente Cristina Kirchner convidou Maurício Macri para uma reunião nesta terça-feira na residência oficial.

Publicado do WordPress para Android

Venezuela, o povo é protagonista #6D

No próximo 6 de dezembro acontecerão na Venezuela as eleições parlamentares para o período 2016-2021. Será a vigésima eleição no país em 16 anos de democracia participativa na qual o povo é protagonista

Supremo Tribunal venezuelano manterá os resultados das eleições legislativas No processo eleitoral para eleger os deputados da Assembleia Nacional (AN) no próximo 6 de dezembro, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ), como eixo fundamental do Estado de Direito, resguardará a vontade expressa pelo povo por meio do voto, afirmou sua presidenta, Gladys Gutiérrez.

O Poder Eleitoral é responsável pela execução e o TSJ “na esfera de sua competência estará atento para responder a qualquer situação que seja apresentada a seus órgãos”. Gutiérrez disse estar segura de que a Venezuela continuará seu caminho democrático. Sobre as acusações e intrigas contra a instituição, disse que sempre surgem em tempos próximos de eleições e “se pode ver a intenção de tentar deslegitimar parte do poder público ou toda a institucionalidade a fim de justificar atos de violência”.

Transparência e respeito eleitorais na Venezuela

Um dos pontos fortes do sistema automatizado eleitoral venezuelano é a capacidade de realizar auditorias em cada um de seus componentes. Tal fato evita qualquer receio do uso de meios eletrônicos porque mostra a transparência dos principais processos do sistema.

Os processos de votação, apuração, transmissão, contagem e divulgação dos resultados são auditados pelos técnicos de partidos políticos, com os quais se constrói uma cadeia confiável para certificar, em cada parte do processo, a consistência e integridade dos resultados eleitorais.

Na Venezuela são realizadas aproximadamente vinte auditorias ao sistema eleitoral, entre elas as relacionadas com o Registro Eleitoral, os dados e impressões digitais das eleitoras e eleitores nas urnas de votação, no software da urna, na transmissão dos resultados e no sistema de contagem.

Estas auditorias constituem o que se poderia qualificar como a revisão do núcleo estratégico do sistema e implicam em múltiplos mecanismos de segurança, como a revisão de um registro preliminar para garantir que se cumpra com todos os requisitos e que seja submetido somente a questionamentos e solicitações dos auditores dos partidos; o resguardo ao segredo do voto por meio da compilação aleatória para fazer impossível a reconstrução da sequência e resguardar em segredo a vontade do eleitor; assim como a encriptação dos dados para serem transmitidos ao sistema de contagem, onde auditores dos partidos verificam o correto funcionamento dos algoritmos que foram certificados nas fases preparatórias e, assim, possam ser comparados com dados das atas que estão nas mãos de cada fiscal das mesas de votação.

Para garantir a cadeia de confiança, os técnicos dos partidos constroem uma chave compartilhada para cada um dos processos, que somente pode ser violada se colocam corretamente todas as partes em questão.

 

Com informação de agências e  www.cne.gob.ve

 

 

 

 

()