Educação Especial em Cuba: uma bela obra, que o bloqueio não conseguiu afastar do coração

Por: Otilia Raisa Martin Wolf 

A educação especial tem sido  afetada pelo bloqueio que mais de 50 anos, o governo dos Estados Unidos mantém contra Cuba. Esta política tem causado enormes prejuízos materiais para Cuba, alem dos esforços do governo cubano para continuar a tarefa nobre, é uma obra de amor infinito.Um exemplo disso é a escola especial 14 de junho Guantanamo.

“O desafio cardeal desta escola especial, é reabilitar os alunos com necessidades educativas especiais e, em seguida, incorporá-las na sociedade.” Então Dagmaris Bosch diz Soler, Doutor em Ciências Pedagógicas e desde a sua fundação, diretor do centro de estudo onde 175 crianças com necessidades educativas especiais, incluindo dois cegos, baixa visão 34, 99 estrabismo e ambliopia, 3 surdos-cegos e surdos 37 e com dificuldade de audição de toda a província oriental, incluindo as áreas das montanhas.

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Cuba hoje: uma complexa e singular experiência; “Ser cultos é o único modo de sermos livres”: José Martí

Por Silvana Suaiden*

“Ser cultos é o único modo de sermos livres”, José Martí. A frase citada por esta grande figura da história de Cuba – talvez, o maior inspirador de sua história revolucionária – revela muito bem a estreita correlação entre a educação e o processo revolucionário que teve, em José Marti, seu mais consistente e genuíno referencial.

“O lado de Cuba que conheci, no entanto, me deu muita esperança de que os cubanos seguirão resistindo e sendo um povo soberano e solidário. O que se construiu humanamente será difícil destruir”.
O presente artigo é fruto de minha participação no curso de Pós-Graduação em Pedagogia Participativa Cubana, realizado na Escuela Superior Ñico Lopes em Havana, de 01 a 10 de julho de 2015. Oportunizado pelo CES (Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho), o curso contou com o apoio das centrais sindicais dos dois países: a CTC (Central dos Trabalhadores de Cuba) e a CTB (Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil).

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Nikolai Leónov: “Bloqueio dos EUA contra Cuba é odioso e obsoleto”

O tenente-general russo (reformado) Nikolai Leónov qualificou hoje de “odioso e obsoleto” o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba, em declarações à Prensa Latina.

Por Jorge Petinaud*

 

                                                          Nikolai Leonov, entre Fidel e Raúl Castro

“É algo muito obsoleto e tão odiado por todo mundo, que por mais de 23 vezes a imensa maioria das nações votou nas Nações Unidas em prol da resolução que chama Washington a pôr fim a esta política, a esse sistema de represálias que não podemos chamar de outra forma que idiota”, expressou o também escritor.

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Fim do bloqueio contra Cuba, reivindicação dos cinco continentes

O debate de alto nível da Assembleia Geral da ONU reiterou neste ano o rechaço mundial ao bloqueio estadunidense contra Cuba, a poucas semanas da nova votação nesse foro de uma resolução que reivindica sua suspensão.

 

 

Entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro, 47 chefes de Estado, de Governo e outros altos funcionários dos cinco continentes defenderam no debate geral o fim do cerco econômico, comercial e financeiro vigente por mais de meio século.

Novamente o tema esteve entre os mais tratados pela comunidade internacional na Assembleia, em um planeta marcado por conflitos, crises e desafios como a mudança climática, a busca da paz e o desenvolvimento sustentável.

Na voz de muitos presidentes ouviram-se em relação ao bloqueio qualificações de anacronismo, injustiça, obstáculo ao desenvolvimento, medida coercitiva unilateral, ato sem sentido e asfixia para o povo cubano.

Os chamados a deter as sanções contra a ilha tiveram lugar a menos de um mês da apresentação ante a Assembleia Geral das Nações Unidas da iniciativa que pede a Washington pôr fim ao castigo, prevista para o dia 27 de outubro.

Trata-se de um texto similar ao que desde 1992 recebe o respaldo majoritário do mundo, com 188 das 193 nações membros da ONU lhe dando seu apoio nos últimos dois anos, com a isolada rejeição dos Estados Unidos e Israel.

Desde a primeira intervenção na plenária do principal órgão deliberativo da ONU, realizada pela presidenta brasileira Dilma Rousseff, até os discursos finais, no sábado, 3 de outubro de 2015, líderes dos cinco continentes pediram a suspensão do bloqueio imposto oficialmente em fevereiro de 1962 pelo então presidente norte-americano John F. Kennedy.
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O mandatário cubano, Raúl Castro pediu o fim do bloqueio contra a ilha na ONU

Presidente cubano fala pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU.
Ele comentou sobre situação de diversos países e apoiou Dilma.

O presidente de Cuba Raúl Castro fez nesta segunda-feira (28) seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, um discurso breve (menos de 20 minutos), mas ainda assim histórico.

O mandatário cubano pediu o fim do bloqueio contra a ilha e “alfinetou” os americanos na questão de Porto Rico, pedindo sua independência do que chamou de dominação colonial.

Em julho, EUA e Cuba retomaram suas relações diplomáticas e abriram embaixadas nos respectivos territórios. No entanto, o Bloqueio econômico ainda vigora e seu fim depende da aprovação do Congresso dos EUA. Nesta segunda mais cedo, o presidente americano Barack Obama também defendeu o levantamento do bloqueio.

“Depois de 56 anos, as relações diplomáticas foram restabelecidas entre Cuba e os EUA”, diss Raúl Castro. “Agora se dá início a um longo e complexo processo até à normalização das relações. Isso será alcançado quando se coloque fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro; se devolva à Cuba o território ocupado ilegalmente na base naval de Guantánamo; se acabe com as transmissões de rádio e televisão e o programa de subversão e desestabilização contra a ilha; e se compense nosso povo pelos danos humanos e econômicos que ainda sofre”.

Raúl Castro também lembrou que 188 países apoiaram o fim do embargo diante da ONU. “Continuaremos apresentando o projeto de resolução: “Necessidade de romper o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba”

Ttambém citou a presidente Dilma: “Reiteramos nosso apoio solidário à presidenta Dilma Rousseff e ao povo do Brasil na defesa de suas importantes conquistas sociais e da estabilidade do país”.

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O presidente de Cuba Raul Castro fala na assembleia geral da ONU (Foto: Reprodução/ONU)

Sobre a crise migratória internacional, o presidente cubano disse que a Europa tem responsabilidade e precisa assumi-la: “A União Europeia deve assumir de maneira plena e imediata suas responsabilidades pela crise humanitária que ajudou a gerar.”

Para Raúl Castro, o povo sírio “é capaz de resolver por si mesmo” os seus problemas e criticou as “intervenções externas” no país. “Renovamos nossa confiança em que o povo sírio é capaz de resolver por si mesmo suas diferenças”, disse.

Ao encerrar o seu discurso, Raúl citou o irmão Fidel Castro, ex-dirigente da ilha, que disse que se deve combater a fome, as doenças, a pobreza e a destruição dos meios naturais com urgência antes que seja muito tarde.

Com informacão dos meios da imprensa brasileira.