Cronologia das relações entre a UE e a América Latina

Na esteira da realização da II Cúpula CELAC-UE, que acontece entre os dias 10 e 11 de junho em Bruxelas, dando continuidade aos encontros multidisciplinares que Europa e América Latina iniciaram ainda na década de 70 com as conferências entre seus parlamentos, reproduzimos abaixo uma cronologia da relação entre as duas regiões, publicada pelo portal de notícias La Vanguardia:

 

– 1974: Iniciam-se as conferências semestrais entre o Parlamento Europeu e o Parlatino.

– 1975: Criação do grupo ACP (África, Caribe e Pacífico) e assinatura da Convenção de Lomé (UE-ACP).

– 1976: Primeiras atividades de cooperação entre a Comunidade Europeia (CE) e a América Latina.

– 1983: Assinatura do primeiro acordo de cooperação com o Pacto Andino.

– 1984: Em meio à crise da América Central, começa o diálogo político de San Jose entre a CE e a América Central, em apoio ao processo de paz regional.

– 1985: Assinatura do acordo de cooperação CE-América Central.

– 1986: Criação do Grupo do Rio.

– 1987: Primeiro encontro informal, em Nova York, entre a CE e o Grupo do Rio.

– 1988: Cuba é o primeiro país não-europeu do antigo Comecon a estabelecer relações diplomáticas com a CE.

– 1989: A República Dominicana e o Haiti são aceitos como membros da Convenção de Lomé.

– 1990: A Conferência de Roma institucionaliza o diálogo político entre a UE e o Grupo do Rio.

– 1991: Conferência Ministerial inaugural UE-Grupo do Rio em Luxemburgo.

Em março de 1991 é assinado o Tratado de Assunção que cria o Mercosul.

– 1992: Criação do Cariforum. A UE oferece concessões para as exportações dos países da América Central.

– 1993: Marco do Acordo UE-Pacto Andino de terceira geração, que inclui o diálogo político, a cooperação antidrogas e a cláusula democrática.

– 1994: IV Encontro Ministerial UE-Grupo do Rio, que adota uma declaração sobre “parceria estratégica”.

– 1995: Assinatura em Madrid do Acordo de Cooperação Interregional entre a UE e o Mercosul.

– 1996: Assinatura em Florença do Acordo de Cooperação UE-Chile, etapa anterior ao livre comércio.

Naquele ano, a XII Conferência Ministerial de San Jose define novas áreas de cooperação com a América Central, para apoiar a integração regional.

Se realiza a primeira reunião de alto nível entre a UE e o Pacto Andino sobre o combate às drogas.

– 1997: UE e México assinam um Acordo de Associação Econômica, de Concertação Política e de Cooperação, que entrou em vigor em Outubro de 2000.

– 1998: Cuba é aceita como observadora na Convenção de Lomé que integra 71 países da ACP.

– 1999: I Cúpula de Chefes de Estado e de Governo UE-América Latina-Caribe em 28 de junho, no Rio de Janeiro, em que é criada uma Associação Estratégica Birregional.

São aprovados mandatos de negociação de Acordos de Livre Comércio com o Mercosul e o Chile.

– Março de 2000: Assinatura do Acordo Global com o México, que entra em vigor em outubro seguinte.

– Junho de 2000: A UE e os 77 países da ACP, assinam em Cotonou (Benim) um novo Acordo de Cooperação, em vigor desde Abril de 2003.

– Dezembro de 2000: Cuba torna-se o primeiro país da ACP não-pertencente ao Acordo de Cotonou, a ser admitida como membro pleno.

– Dezembro de 2001: A UE aprova o programa de cooperação eletrônica “Aliança para a Sociedade da Informação”, iniciado em abril seguinte, em Sevilha (Espanha).

– Abril de 2002: Reunião Ministerial UE-América Latina e Caribe, em Sevilha. Aprovado o Acordo Global UE-Chile.

– Maio de 2002: II Cúpula Euro-Latinoamericana, em Madrid. Entre as conquistas, a assinatura do Acordo de Associação UE-Chile, os programas Alban de bolsas de estudo para pós-graduação e Alis sobre novas tecnologias. Se abre para a Comunidade Andina de Nações (CAN) e América Central (SICA) a perspectiva de negociar acordos de parceria.

– Junho de 2002: A UE adota uma estratégia de cooperação com a América Central, com ajuda de 444,5 milhões de euros entre 2002-2006.

– Dezembro de 2003: Assinados em Roma os Acordos de Diálogo Político e Cooperação com a América Central e a Comunidade Andina aprovados pelo Parlamento Europeu em Março seguinte.

– Maio de 2004: III Cúpula UE-LAC em Guadalajara (México), a primeira com a UE ampliada em vinte e cinco. Iniciam-se as negociações sobre um Acordo de Parceria Econômica com quinze países do Caribe.

– Dezembro de 2005: Aprovação do SPG Plus (SPG +), que permite a países andinos e centroamericanos exportarem à UE 7.200 produtos sem tarifas alfandegárias até 2008.

– Abril de 2006: A Venezuela anuncia sua intenção de deixar a Comunidade Andina.

– Maio de 2006: IV Cúpula UE-LAC em Viena, que estreitou laços. Se anuncia a abertura de negociações UE-América Central, classificada como “histórica” ​​pelos países centroamericanos.

– Maio de 2008: Lima cedia a V Cúpula UE-LAC e se subscreve a Declaração de Lima que incluiu um programa conjunto sobre alterações climáticas, batizado de “Euroclima“.

– Maio de 2010: Madrid é a sede da VI Cúpula UE-LAC, cujo tema central é a crise econômica. O multilateralismo é defendido e é acordada a Fundação UE-LAC para fortalecer as parcerias entre as duas regiões.

– Dezembro de 2011: Nasce oficialmente em Caracas a Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (CELAC), em que se consolida tanto o Grupo do Rio como a Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC).

– Janeiro de 2013: A VII Cúpula UE-ALC é concluída em Santiago do Chile com o objetivo de incentivar os laços econômicos. Foi a primeira entre as duas regiões desde a criação da CELAC.

– 29 de janeiro 2015: No contexto americano, tem lugar a II Cúpula de Chefes de Estado da CELAC em Belém (Costa Rica). A declaração final expressa a vontade dos países de combater a pobreza e a desigualdade.

– 10-11 junho de 2015: Bruxelas é sede da II Cúpula entre a UE-CELAC.

 

Tradução: Juliana MSC

Provocación en Chile sobre falso espionaje cubano

OCT 13/10

Un nuevo acto de provocación contra Cuba está siendo montado por representantes de partidos de la derecha chilena, siguiendo el compás indicado en la guerra ideológica contra nuestra Patria.

Esta vez, el presidente de la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara de Diputados de Chile y legislador del Partido por la Democracia (PPD), Jorge Tarud, solicitó a la Cancillería convocar al embajador de Cuba, Adolfo Curbelo, para que aclarara unas inventadas acciones de espionaje contra residentes venezolanos en Chile, así como contra políticos chilenos.

La trama en que se basa el montaje es que el diplomático cubano Santiago Docampo García, agregado de prensa, reclutó a un supuesto cubano, al que solo se identifica como “Julio”, para que monitoreara la actividad de los venezolanos en esa nación.

Las suspicacias sobre la veracidad de esta acusación la demuestran los argumentos usados por el incógnito Julio, radica en que este intento de reclutamiento fue el “pago a un favor” por haberle realizado favores personales en beneficio de su esposa. Tampoco Cuba negocia con desertores, ni cae en una trampa tan burda.

Pruebas que no han sido presentadas y dudosas, incluyen supuestas grabaciones e imágenes tomadas por Julio al diplomático cubano identificado como Pedro Pablo.

Según el fabricado denunciante, se le instruyó para espiar a opositores al gobierno de Maduro y en la elaboración de perfiles de cada uno de ellos. Un inusitado paso dado por el falsario fue radicar una denuncia ante la Fiscalía Metropolitana Oriente. Actualmente, la investigación es desarrollada la Fiscalía de Delitos de Alta complejidad.

El nuevo show mediático responde a un bien planificado plan para atacar a Cuba y Venezuela, así como, particularmente, crear un manto de sospecha ante la casi asegurada inclusión venezolana en el Consejo de Seguridad de la ONU. Casi de inmediato, la vocera de los venezolanos en Chile, María Laura Liscano, ratificó la denuncia emitida en originalmente por el canal Mega, acusando a los diplomáticos de “mantener vigilados, acosados, desarticulados y promover la división en las diferentes comunidades de venezolanos y cubanos”.

Cuba es respetuosa de la soberanía chilena y este circo montado contra ella es reflejo de una conspiración montada desde EE UU, con la venia de mafiosos anticubanos y la derecha chilena. De eso, no tengo la menor de las dudas.

Fuente: http://percy-francisco.blogspot.com/2014/10/provocacion-en-chile-sobre-falso.html#sthash.LgqxIDAe.dpuf

Copa do Mundo também é desafio político para Argentina, Chile e Uruguai

Para os líderes sul-americanos, o Mundial de 2014 é também uma oportunidade de articular jogos políticos.

Para os líderes sul-americanos, o Mundial de 2014 é também uma oportunidade de articular jogos políticos|Reuters

Terminou nesta segunda-feira (2) o prazo para as seleções que vão participar do Mundial de Futebol apresentarem à FIFA a lista dos 23 jogadores selecionados. Mas por trás dos jogadores e das partidas, o que está em jogo na arena política? O chamado “efeito Copa do Mundo” será explorado pelos governos do Brasil, Argentina, Uruguai e até do Chile, neste Mundial.

Márcio Resende, correspondente da RFI Brasil em Buenos Aires

A euforia popular durante a Copa do Mundo costuma ser uma aliada para os objetivos dos governos a curto prazo. O título de campeão ou mesmo um bom desempenho pode abrir um período de lua-de-mel com a população. Mas uma decepção também pode ter o efeito contrário: um divórcio com os torcedores, ou melhor, eleitores.

Chile

A pretensão chilena é modesta. Chegar às quartas-de-final e ficar entre as oito melhores seleções do mundo. O Chile nunca passou das oitavas-de-final. Justamente perdeu para o Brasil em 1998, na França, e em 2010, na África do Sul.

A presidente chilena Michelle Bachelet aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff. Estará na inauguração da Copa do Mundo em São Paulo e no primeiro jogo da seleção chilena contra a Austrália, no dia seguinte, em Cuiabá.

Um bom desempenho do Chile no Mundial pode ajudar na auto-estima dos chilenos depois das recentes tragédias provocadas pelos terremotos no Norte do país e pelo incêndio em Valparaíso. Bachelet contaria ainda com o bom humor social para avançar com as suas reformas enquanto esvazia a pressão nas ruas das manifestações estudantis.

Argentina

A Argentina sonha mesmo com o tricampeonato em pleno Maracanã. O governo de Cristina Kirchner tomou a seleção de futebol como um capital político. O recente anúncio dos jogadores selecionados foi como um verdadeiro ato de campanha com participação de membros do governo e de militantes. Durante a cerimônia, o Chefe de Gabinete (equivalente ao cargo de Chefe da Casa Civil), Jorge Capitanich, previu que “no país não se falará de outra coisa”.

Ao mesmo tempo o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, declarava numa entrevista que o governo Kirchner “é o que mais pensou num país distributivo, para acolher os que menos têm”.

Analistas prevêem que o governo use os gols de Messi como distração para o anúncio de medidas impopulares como aumento de impostos. Durante o período do Mundial, coincidentemente, foram marcadas audiências e interrogatórios a envolvidos com escândalos de corrupção.

Uruguai

O caso uruguaio é o mais parecido com o brasileiro. Assim como o Brasil, o Uruguai também terá eleições em outubro. Mas o presidente José Mujica não pode ser reeleito como Dilma Rousseff. O candidato de Mujica à sucessão, o ex-presidente Tabaré Vázquez, também não tem a vitória assegurada no primeiro turno. Os uruguaios confiam que o fantasma de 1950 ainda ronde o Maracanã.

No anterior Mundial, na África do Sul, o Uruguai chegou às semi-finais e Diego Forlán foi eleito o melhor jogador. “Só com isso, as buscas na Internet com as palavras “Uruguai” e “Forlán” aumentaram 3.000%”, ressaltou à RFI a ministra do Turismo do Uruguai, Liliam Kerchechian.

Também logo após o bom desempenho na África do Sul, o então presidente Tabaré Vázquez conseguiu eleger o seu sucessor, o atual presidente, José Mujica. Quatro anos depois, agora é Mujica quem tenta devolver o título.

Há duas semanas, o próprio Mujica declarou que “se o Uruguai não ganhar, que ganhe o Brasil”. O desejo uruguaio tem uma explicação solidária com Dilma Rousseff: Mujica sabe que uma decepção popular com a seleção brasileira poderia ter consequências eleitorais no Brasil e ser o combustível para as manifestações contra o governo.

“Para o Brasil, hoje ser sede tornou-se mais um risco certo do que uma oportunidade política. Um resultado insatisfatório poderia seguramente ter o efeito contrário. Para o país que mais taças ganhou, não ganhar quando se joga em casa, seria como deixar um sabor amargo”, avalia o prestigioso cientista político Rosendo Fraga, diretor do centro de estudos Nova Maioria.

Tony2014