VENEZUELA: A DITADURA ONDE O POVO PARTICIPA DAS DECISÕES

Talvez sem o mesmo frisson da promulgação da Constituição Bolivariana de 1999, referendada por voto popular, assim como de outros referendos da era Chávez, a Venezuela promoverá neste domingo, 30/07, a votação para a eleição dos delegados da assembleia nacional constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

A direita venezuelana entendeu a morte de Hugo Chávez como uma fenda de oportunidade política para, com patrocínio dos Estados Unidos, golpear a chamada Revolução Bolivariana.

Henrique Capriles, candidato opositor a Maduro, nunca aceitou a apertadíssima derrota eleitoral de 2013 (50,75% x 49,25%).

Desde então, o país foi mergulhado numa onda de violência e guerra econômica.

Os setores empresariais passaram a esconder os produtos das gôndolas dos supermercados para criarem um caos que justificasse alguma intervenção política e a consequente derrubada do governo.

Diante desse desgaste, a direita venezuelana venceu as eleições legislativas de 2015, na qual obteve amplíssima maioria e o pronto reconhecimento dos resultados pelo governo de Maduro.

Mesmo assim, insiste em dizer que há uma ditadura no país.

Conhecida como Arábia Saudita das Américas, a Venezuela somente teve seu contraste social alterado quando os lucros da exportação do petróleo passaram a ser investidos na transformação social do povo, que passou a ter acesso a casas, escolas e à segurança alimentar.

Entretanto, a guerra econômica provocada pela direita foi agravada pela crise internacional do petróleo no início de 2015, pois as divisas obtidas da importação diminuíram com a queda brusca do preço.

Para se ter uma ideia a Venezuela é membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Com o objetivo de restabelecer a paz e criar uma nova matriz econômica que não dependa exclusivamente do petróleo, o presidente Nicolás Maduro convocou a assembleia nacional constituinte, com base nos artigos 347, 348 e 349 da Constituição, cujos 537 delegados serão eleitos neste domingo.

Primeiramente, o eleitor venezuelano votará num universo de 364 delegados em nível territorial, algo equivalente a um delegado municipal se as eleições fossem no Brasil.

Posteriormente, votará em um dos 173 delegados de nível nacional dentre os setoriais temáticos designados para a constituinte: empresários, camponeses e pescadores, pessoas com deficiência, estudantes, trabalhadores, representantes das comunas e dos conselhos comunais e aposentados.

Toda a votação é eletrônica e, terminada, um comprovante do voto é impresso e depositado na urna física, o que proporciona plena possibilidade de conferência, pois a contagem de ambas as urnas deve ser idêntica.

Todavia, sabemos que não adianta explicar para quem não quer entender.

No Brasil, terra mundial do desdém mesmo com prova em contrário, jamais permitirão a mínima compreensão do que se passa na Venezuela.

No primeiro país independente da América do Sul haverá um novo processo constituinte em menos de 20 anos no qual espera-se a participação de mais de 19 milhões de eleitores num país de 31 milhões de habitantes, enquanto aqui a atual Constituição, vilipendiada por um golpe de Estado, já foi emendada mais de 100 vezes sem qualquer participação popular.

Onde é a ditadura chavista-comunista-petrolífera-bolivariana?

Lá, claro.

A única ditadura no mundo onde o povo vota além de eleições periódicas.

Blog Chianéllico

Talvez sem o mesmo frisson da promulgação da Constituição Bolivariana de 1999, referendada por voto popular, assim como de outros referendos da era Chávez, a Venezuela promoverá neste domingo, 30/07, a votação para a eleição dos delegados da assembleia nacional constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

A direita venezuelana entendeu a morte de Hugo Chávez como uma fenda de oportunidade política para, com patrocínio dos Estados Unidos, golpear a chamada Revolução Bolivariana.

Henrique Capriles, candidato opositor a Maduro, nunca aceitou a apertadíssima derrota eleitoral de 2013 (50,75% x 49,25%).

Desde então, o país foi mergulhado numa onda de violência e guerra econômica.

Os setores empresariais passaram a esconder os produtos das gôndolas dos supermercados para criarem um caos que justificasse alguma intervenção política e a consequente derrubada do governo.

Diante desse desgaste, a direita venezuelana venceu as eleições legislativas de 2015, na qual obteve amplíssima maioria e o pronto reconhecimento…

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Por Jornalistas Livres: VENEZUELA: É A VELHA LUTA DE CLASSES QUE ESTÁ NAS RUAS!

De Caracas, para os Jornalistas Livres

Quem há de dizer que a Venezuela é uma Ditadura? Se alguém sentia falta de uma consulta popular, o país realizou duas no mesmo dia! Uma foi convocada pelo governo do presidente Nicolás Maduro, na forma de uma simulação da eleição para os deputados da Assembléia Nacional Constituinte, que deverá ocorrer de verdade no próximo dia 30 de julho. A outra foi convocada pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), a frente de partidos de oposição ao chavismo.

Foi um domingo alegre e iluminado em Caracas. Quente, como sempre. As ruas estavam cheias de famílias, já que 16 de julho é o Dia das Crianças venezuelano. Meninas e meninos com os rostos pintados como bichinhos, em roupas elegantes, viam-se por toda a cidade. As lojas estavam abertas. Nada havia que denunciasse a guerra civil ou os enfrentamentos dramáticos, cheios de sangue, ódio e ira, vistos todos os dias nas televisões e grandes jornais do Brasil. Mas a disputa renhida estava presente.

1º CAPÍTULO
A ATIVIDADE DO POVO POBRE

Há semelhanças e dessemelhanças cruciais entre o golpe que ocorreu no Brasil há um ano e o que pretende se implantar agora na Venezuela. Em ambos os países, o poder econômico quer assumir o comando e impor uma cartilha neoliberal em que apenas os ricos rentistas podem se dar bem. A diferença está no povo pobre que, no país de Chávez, está organizado em comunas de bairros, em movimentos sociais e no PSUV (o Partido Socialista Unido de Venezuela).

É impossível conversar com os defensores da República Bolivariana inaugurada por Chávez há 19 anos, sem que apareçam nas falas os “interesses nacionais”, a “Pátria Grande”, o petróleo (um orgulho, já que nacionalizado), os “direitos dos trabalhadores” e o “imperialismo predador” a ser combatido.

Todos falam em luta de classes. Dizem que o núcleo político da oposição reside na defesa de interesses espúrios por parte da burguesia e de uma classe média que tem os olhos e o desejos postos em Miami. Bem informados, falam do golpe ocorrido no Brasil, da condenação de Lula pelo juiz Sergio Moro. Defendem Lula com emoção e gratidão.

A Constituinte proposta por Nicolás Maduro, o sucessor de Chávez, tem tudo a ver com esse povo politizado e dotado de profunda consciência de classe. Pretende “aperfeiçoar o sistema econômico, social e político” e realizar uma extensa reforma política no país. Na prática, deverá radicalizar na via de transformação do Estado Venezuelano, reformando a Constituição de 1999, criada por iniciativa de Hugo Chávez.  O propósito é adequar o Estado, de modo a torná-lo mais e mais um espelho da maioria da população do país, que é pobre e mestiça.

Jornalistas Livres percorreram a fila formada diante do Liceu Andrés Bello, no centro de Caracas. Trata-se de colégio icônico, um dos primeiros do país, e representa o sonho republicano de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Lá, diante de um gigantesco e lindo mural retratando a luta popular desde os tempos da colônia, uma fila animadíssima de cidadãos pobres e orgulhosos explicava porque participavam da simulação eleitoral convocada por Maduro.

A simulação foi organizada pelo Conselho Nacional Eleitoral, o CNE, que tem na Venezuela autoridade equivalente à do nosso Tribunal Superior Eleitoral. Tudo computadorizado, como acontece no Brasil, mas no final o eleitor retira seu voto e o deposita numa urna física, de modo a ser possível fazer recontagens de votos, em caso de suspeita de fraude.

Para Maduro, a Constituinte é a única possibilidade de levar paz ao país, porque criaria uma instância de poder para decidir os rumos do Estado venezuelano. Hoje, vive-se lá uma grave crise econômica, social e política decorrente da corrupção, da sabotagem econômica e do uso de táticas terroristas pelos que pretendem reimplantar um modelo neoliberal e privatista. As vitrines da loja de Departamentos Traki, no centro da cidade, por exemplo, exibem latas de conservas e embalagens de artigos de higiene e limpeza em arranjos caprichosos, como se jóias fossem. Nas farmácias faltam medicamentos e não se sabe quando eles estarão à disposição.
Para o chavismo, a Constituinte é a forma de resolver esses problemas da vida cotidiana, além de resgatar para o espaço da discussão política setores hoje descontentes com a adoção de táticas violentas por parte da oposição. Pacificar o país, que já conta mais de 112 mortos em conflitos e atentados de matriz terrorista, é um dos objetivos. É nisso que acreditam os partidários do governo que foram às urnas neste domingo para treinar o voto. Dia 30 de julho, o voto será para valer.

Para quem achava que o jogo estava em vias de terminar na Venezuela, a professora universitária Nilze Almendraz, 62 anos, vestida com camiseta negra em que se vê o rosto imenso de Simon Bolívar, garante: “Estamos apenas começando! E estamos dispostos dar nossas vidas para defender o sonho de nosso comandante máximo, Hugo Chávez. Porque é o nosso sonho também. ”

Oposicionistas ateiam fogo nas cédulas e nas atas eleitorais, ao fim de seu “plebiscito informal”

A ATIVIDADE DA OPOSIÇÃO

Jornalistas Livres acompanharam a atividade oposicionista em dois pontos de Caracas: em Sabana Grande e na praça Carabobo, na região central. Concentrações da classe média branca, cem pessoas em cada uma delas, organizavam o seu “plebiscito” como se fosse a eleição do representante de classe na escola. Em vez de listas de votantes, folhas de papel sulfite A4, que cada “eleitor” preenchia mediante a apresentação de sua cédula de identidade –válida ou vencida, diga-se.

A pessoa podia votar fora de seu domicilio eleitoral, como constatamos ao entrevistar a jovem estudante de letras da Universidade Central de Venezuela, Susan Ovalle, 26 anos. Moradora de Catia, periferia pobre de Caracas, perto do aeroporto de Maiquetía, ela votou em Sabana Grande. Como evitar que pessoas votem várias vezes?, perguntamos. “Confiamos na honestidade dos nossos”, respondeu ela. Sei.

O plebiscito organizado pelos oposicionistas tinha três perguntas, todas em aparente defesa da Constituição de 1999, que esses mesmos setores combateram antes, quando Chávez a promulgou. Na prática, o objetivo era inviabilizar politicamente a convocação da nova Assembléia Nacional Constituinte, iniciativa de Nicolás Maduro, conforme garante a própria Constituição de 1999:

1. Você rechaça e desconhece a realização de uma constituinte proposta por Nicolás Maduro sem a aprovação prévia do povo da Venezuela?
2. Você pede à Força Armada Nacional e a todo funcionário público que obedeça e defenda a Constituição de 1999 e respalde as decisões da Assembléia Nacional?
3. Você aprova que se proceda à renovação dos Poderes Públicos de acordo com o estabelecido na Constituição e à realização de eleições livres e transparentes, assim como a conformação de um governo de União Nacional para restituir a ordem constitucional?

A idéia dos oposicionistas era recolher um número significativo de respostas “Sim” às três questões, de modo a deslegitimar a presidência de Nicolás Maduro e derrubar o que eles chamam de “Ditadura Chavista”. Nenhuma negociação, nenhum plano a não ser a explosão do atual governo.

Interessante o conceito de “Ditadura”, já que é ampla a liberdade de manifestação e expressão dos opositores, inclusive na televisão e nos meios impressos, em que fizeram abertamente campanha para chamar à participação no “plebiscito informal” deste domingo. Também é curioso que chamem de “ditador” a um presidente que, como Maduro, foi eleito pela maioria do povo venezuelano em eleições das quais a oposição participou e às quais convalidou. Ressalte-se que Maduro está ainda a um ano de ter seu mandato encerrado.

Incongruências à parte, o problema principal da oposição foi a total desorganização da consulta que realizou sem o apoio logístico do Conselho Nacional Eleitoral, o CNE, que tem na Venezuela autoridade equivalente à do nosso Tribunal Superior Eleitoral.

Piorando o que já estava precário, em vez de urnas, os votos foram recolhidos em caixas de sabão e de enlatados. Não havia lacre.
A deputada Tamara Adrian, deputada da Assembleia Nacional pelo partido Vontade Popular, de oposição a Maduro, explicou pela manhã que todos os votos recolhidos pelos oposicionistas seriam incinerados “por questões de segurança”. Foi o que de fato aconteceu, e logo deu para entender o porquê.

Tratava-se de evitar que alguém tivesse a inconveniente idéia de contar os votos ou checar a lista de votação para evitar fraudes. E foi assim: nacionalmente, a oposição combinou que, tão logo se apurasse o resultado de cada urna, todo o registro da votação –as cédulas inclusive—seriam queimadas. Isso aconteceu já na noite de domingo. Sem condições de checagem, a oposição disse que obteve mais de 7 milhões de votos, dos quais 98,4% rejeitando a Assembleia Nacional Constituinte proposta pelo presidente Nicolás Maduro. Na realidade, mesmo com todas as fraudes que possam ter ocorrido e que jamais poderão ser investigadas, o número de votantes ficou bem aquém dos 11 milhões que eram a meta da oposição. Mas isso não impediu o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, antichavista ferrenho, de proclamar ao final da votação neste “plebiscito” de fancaria: “O mandato de Nicolás Maduro está praticamente revogado”.

Na praça Carabobo em que a oposição realizava sua “consulta”, cerca de 10 homens portando paus sentaram-se sobre a sinalização do Metrô de Caracas. Batiam fortemente no metal, avisando que não estavam para brincadeiras. Enquanto isso, mulheres agitavam bandeiras para os veículos que passavam na rua. Carrões SUV e caminhonetes saudavam o protesto oposicionista, enquanto a turma que passava de ônibus nem se dignava a olhar para o que ocorria no espaço dominado pela direita.

Definitivamente, na Venezuela, a cisão é de classes. E todos têm consciência disso.

Declaração de apoio ao governo bolivariano e ao povo da Venezuela

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Frente as eleições legislativas no 6 de dezembro, declaramos plena solidariedade ao governo bolivariano da Venezuela, aos militantes e dirigentes do Grande Polo Patriótico e do PSUV, ao Comandos Bolívar Chávez, ao povo venezuelano, pelo supremo esforço na continuidade deste processo revolucionário que, desde 1998, passou a ser a luz e a força propulsora central dos novos rumos de soberania e integração socialista dos povos da América Latina.

 

A revolução venezuelana tem sido vítima de constantes ataques internos violentos da oposição, ações contrarrevolucionárias, assassinatos de dirigentes e militantes sociais, sabotagens econômicas e, sobretudo neste período prévio a eleições decisivas como a de 6D, de uma guerra midiática internacional carregada de falsidades promovendo a insegurança quanto ao futuro, não obstante a enorme quantidade de conquistas econômicas de inclusão social, e de participação popular promovidas pela revolução bolivariana. A sabotagem econômica interna, aliada às manobras do imperialismo e à crise capitalista que derrubaram o preço do petróleo a níveis incrivelmente baixos, produz dificuldades quase insuportáveis para as massas, criando obstáculos para o crescimento econômico e o bem-estar.

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Os imprescindíveis legados de Chávez

06/03/2015

Internacionalista, arquiteto financeiro, mestre na pedagogia política – seu legado ilumina caminhos para uma unidade anti-imperialista.


Por Beto Almeida

Arquivo

No dia 5 de março completaram-se 2 anos em que cessou de funcionar o cérebro revolucionário, criativo, generoso e audacioso do Comandante Hugo Chávez, vítima de um ainda mal explicado câncer. Incertezas a parte, há uma certeza: o seu legado continua desafiando não apenas o tempo, mas iluminando caminhos para a unidade dos povos em luta contra o império, fornecendo exemplos de audácia programática e política para a integração latino-americana e semeando lições que se renovam para a formação de novos lutadores sociais dotados de  projeto claro para priorizar a participação direta das massas pobres na política, incluindo todos os setores progressistas da sociedade.

Durante seu período à frente da Revolução Bolivariana – que mantém sua fidelidade ao Plano Pátria, por ele escrito – Chávez ofereceu ao mundo uma poderosa lição ao demonstrar, na prática, o papel revolucionário de correntes militares, sempre que conscientes e comprometidas com um programa de libertação nacional, de transformação das velhas estruturas oligárquicas, dependentes do imperialismo, erguidas para esmagar os povos, proibi-los do acesso à cultura, aos bens da ciência e da tecnologia. Como seu próprio exemplo, Hugo Chávez , libertador de si mesmo pela via do compromisso com Bolívar renascido, também  libertou as forças armadas da Venezuela da prisão de seguir cumprindo o papel de guardiã dos indefensáveis privilégios do império e da burguesia vassala. Com isso,  foi aberto  um novo horizonte para que os militares  venezuelanos, sejam construtores do futuro,  garantidores da integração dos povos, protetores das conquistas sociais que fizeram da Pátria de Bolívar o país que mais igualdade conquistou e que melhor cumpre as Metas do Milênio definidas pela ONU na América Latina.
 
O papel revolucionário de correntes militares
A unidade cívico-militar é, provavelmente, um dos maiores legados históricos semeados por Chávez, que, com inteligência e criatividade, recuperou outras experiências da história, na qual, a unidade entre militares e povo viabilizou profundas transformações sociais, tais como a Revolução de 30, no Brasil, a Revolução Inca, no Peru, comandada pelo General Alvarado, a Revolução dos Cravos, em Portugal, derrotando a ditadura de Salazar, a Revolução Justicialista do General Peron, na Argentina. Certamente, a resistência da Revolução Bolivariana, assediada permanentemente nestes 15 anos de existência, deve-se, fundamentalmente à união entre militares e povo , onde as forças armadas foram transformadas em instrumento de defesa das transformações sociais, do povo, da Pátria, dos ideais de Bolivar e da construção de uma sociedade socialista.

Chávez, o internacionalista
São muitos os legados de Chávez, por isso é obrigatório usar o plural no título, tão vasta é sua obra e seus exemplos.  O Chávez internacionalista, por exemplo, mantém vive na política exterior da  Revolução Bolivariana, que  busca incessante, permanente, criativa, sem sectarismo, de construção de uma Unidade Anti-Imperialista Mundial. Notável é o papel de Chávez construção de alianças como com a Revolução Iraniana, com a Siria Nacionalista, sua incansável luta para defender a Revolução Líbia, denunciando o sanguinário massacre militar imperial contra o povo líbio e o regime do Coronel Kadafi, ação criminosa apresentada pela mídia imperialista como “Guerra Humanitária”, no que foi apoiada por intelectuais europeus confusos, que chegaram a  justificar politicamente uma ocupação militar neocolonial. Chávez não vacilou, apelou ao mundo, apelou ao Conselho de Segurança da ONU, ao seu Secretário-Geral, denunciou o crime que se cometia contra a Líbia, por parte de países que se julgam democráticos e que querem dominar o mundo, como EUA, França, Inglaterra.  Kadafi estava propondo a formação de uma Organização do Tratado do Atlântico Sul, propunha a exclusão do dólar nas operações com petróleo e , também, um novo impulso nas articulações para a cooperação África e América Latina.  Essas, fundamentalmente, foram as razões para a sua destruição, sob a falsa bandeira de “guerra humanitária”, uma manipulação denunciada corajosamente pela Telesur, outro legado vivo de Chávez, que revelou-se dos mais brilhantes e criativos comunicadores que o mundo contemporâneo conheceu.

Construtor de nova arquitetura financeira
Nada é mais atual, dentro das obras que Chávez edificou, juntamente com outros dirigentes como Lula, Nestor Kircher, Evo Morales, Rafael Correa etc, do que o Banco do Sul, cuja entrada em operação plena poderá fazer toda a diferença, inclusive porque agora já existe também o Banco dos Brics, cuja criação detonou uma ação odiosa e ilegal do império  contra a presidenta Dilma Roussef, incluindo a espionagem sobre seu celular e sobre a Petrobrás. Uma articulação, já anunciada, entre o Banco do Sul e o Banco dos Brics, certamente terá efeitos e desdobramentos internacionais de largo alcance, configurando uma nova situação não apenas monetária, financeira, mas, sobreutdo, geopolítica, reduzindo a incidência das políticas desastrosas do FMI.

Por esse novo desenho no quadro internacional, Chávez batalhou arduamente, era uma chama viva, nunca se apagava. Em Porto Alegre relembrou, tirando do ostracismo, a importantíssima Conferência de Bandung, base para a criação do Movimento dos Não Alinhados, hoje presidido pela heróica Revolução Iraniana, que resistiu a 36 anos de sabotagem imperial e hoje já lança naves tripuladas ao espaço sideral, com tecnologia própria. Era enorme a amizade entre o presidente Mahmud Ahmadinejad e o  comandante Chávez, além de sua admiração e respeito pela civilização persa, bem como pela revolução iraniana, o que ser vê de estímulo para que setores da esquerda, ainda resistentes aos vários significados das transformações sociais na nação persa, reflitam sobre aquele fenômeno histórico. A conclusão que Chávez nos trás com seu gesto é que revoluções tanto podem ser engendradas nos quartéis, como nas mesquitas.
 
Educador político incansável
O Chávez educador político, sempre convocando as novas gerações de revolucionários ao estudo das experiências históricas. Por isso tanto recordava a Peron, como ao Coronel Thomas Sankara, a quem chamava de Guevara Negro,  dirigente da Revolução de Burkina Fasso, na África, como também ao coronel Nasser, a Torrijos, e o fazia de forma criativa e estimulante, seja por meio de programas de televisão, de diálogo permanente e ininterrupto com a militância de todos os países, seja promovendo verdadeira revolução editorial na Venezuela em que textos sobre estas experiências foram amplamente difundidos ao povo!

Além disso, suas reflexões sobre o internacionalismo revolucionário eram sempre acompanhadas de iniciativas singulares, como, por exemplo, o apoio às massas pobres dos Estados Unidos e da Inglaterra, com petróleo para a calefação de suas moradias durante invernos rigorosos. E, sempre, essas iniciativas eram seguidas de ampla divulgação, comunicador vibrante que era, denunciando, vigorosamente, o desprezo imperial pelos seus próprios povos, apesar de tanto gasto com armamentos e com ações militares contra outros povos.

Chávez, por sua audácia, lucidez e criatividade, provoca, mesmo após sua sembra, um grande pânico nas burguesias latino-americanas, porque ele é a prova de que se pode tanto unir massas exploradas e militares patriotas em torno de um projeto de emancipação nacional, como também se pode erradicar rapidamente o analfabetismo, aplicando o método de alfabetização elaborado pela generosa Revolução Cubana. Demonstrou que uma revolução orçamentária é possível ao fazer aplicação original da  renda petroleira, que serve tanto para industrializar o país como para pagar as seculares dívidas sociais consubstanciadas na  falta de moradia, de hospitais, de remédios e de cidadania. Hoje, a Venezuela possui o maior salário mínimo da região e uma das mais avançadas leis trabalhistas também, o que, por muito tempo, foi  representado pela herança da CLT de Vargas e das leis laborais de Peron, de quem Chávez tinha forte admiração.

Solidariedade
Se a Revolução Bolivariana é atacada, por sabotagens, tentativas de golpe, assassinatos de dirigentes, desabastecimento desorganizado, contrabando estimulado por dentro e por fora do país, campanhas midiáticas terroristas que nunca cessaram, um dia sequer, é porque ela é portadora de mandato histórico e coletivo gerado pela persistência, determinação e consciência revolucionárias de Hugo Chávez e seu compromisso com o socialismo. Qualquer presidente que tente avançar em mudanças políticas e sociais democratizantes é logo chamado de “bolivariano”, de “chavista”, como aconteceu com a Presidente Dilma ao propor a reforma política, a convocação de uma Constituinte e de um plebiscito.

Os vários e imprescindíveis legados de Chávez para o mundo, são temas muito vastos e ricos apenas para um artigo. Por isso, é muito importante que se publiquem livros, artigos, e que se difundam vídeos e filmes sobre a obra e a maneira de atuar de Chávez, sobretudo agora que sua maior obra, a Revolução Bolivariana, nascida da unidade cívico-militar, está ameaçada pelo império e merece toda a solidariedade internacional. Uma solidariedade que inclua  aprender, preservar e enriquecer todas as lições de Chávez, mantendo-o vivo no coração e nas mentes de todos os povos que lutam pela sua emancipação e libertação do jugo imperial!

Un Canto de amor por Chávez

Hugo Chávez

Este sábado 12 de enero artistas y agrupaciones venezolanas estarán en la Plaza Venezuela en un evento denominado Un Canto de Amor por Chávez, que se realizará a partir de las 5:00 de la tarde.

Entre los que se montarán en la tarima para entonar canciones están Lilia Vera, Leonel Ruiz, Francisco Pacheco, Martha Doudiers, Alí Costas Manaure, Fabiola José, Pedro Marín y Alí Alejandro Primera.

También estarán grupos musicales como Los Guaraguao, Entre Cantos, El Grupo Ahora, Centauro, Terra Cantos, La Siembra del Cantor y Charango.

También este domingo 13 de enero, desde las 4:00 de la tarde, tamunangueros de Caracas y de Los Altos Mirandinos se reunirán en la Plaza Los Museos, ubicada en la entrada del parque Los Caobos, por la pronta recuperación del presidente de la República, Hugo Chávez.

“Se están convocando grupos de golperos de la Gran Caracas, será un gentío cantando y bailando, como 200 cuatros sonando”, dijo Ignacio Barreto, quien conduce el programa radial La Bodega Cultural con el ministro para la Cultura, Pedro Calzadilla.

El tamunangue es una manifestación popular que protagonizan los devotos en honor a San Antonio de Padua y en esta oportunidad se congregarán para pedirle al santo por la salud del Jefe de Estado venezolano.

(Con información de Correo del Orinoco)