Pinheiro: Brasil é conivente com os detentores de grandes fortunas

O primeiro programa Entrevista Coletiva, parceria dos Jornalistas Livres e da TVT, que deve estrear em breve, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães falou sobre a conjuntura política, da mídia conservadora, sobre o ex-presidente Lula, falou da política externa e do protagonismo internacional do Brasil. Pinheiro disse ainda ser contra o ajuste. Para ele, o sistema brasileiro é conivente com os detentores de grandes fortunas.

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Em Assembleia da ONU, Raúl Castro pede o fim do bloqueio a Cuba

O presidente de Cuba, Raúl Castro, exigiu o fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba durante sua participação na 70ª sessão da Assembleia geral da ONU, nesta segunda-feira (28). Além do bloqueio, que já causou incontáveis danos econômicos à ilha, Raúl também pediu a devolução do território ocupado ilegalmente pela Base Naval de Guantánamo.

Raúl Castro condenou novamente o bloqueio a Cuba e exigiu a devolução do território ocupado ilegalmente pela Base Naval de GuantánamoRaúl Castro condenou novamente o bloqueio a Cuba e exigiu a devolução do território ocupado ilegalmente pela Base Naval de Guantánamo “A normalização das relações com os Estados unidos será alcançada quando termine este bloqueio econômico contra Cuba”, disse Raúl. Afirmou ainda que, enquanto existir o bloqueio, Cuba vai usar o espaço da Assembleia Geral da ONU para denunciá-lo e evidenciar os prejuízos causados ao povo cubano.

Raúl agradeceu ainda a garra e a coragem do povo da ilha que por todo este tempo tem apoiado as ações da revolução cubana contra as ações intervencionistas dos Estados Unidos.

O presidente cubano reafirmou seu respaldo absoluto aos governos progressistas da América Latina e Caribe e condenou os constantes ataques da ultradireita internacional que age, através das elites conservadoras na região.

“A Venezuela poderá contar sempre com o apoio de Cuba diante das tentativas de desestabilizar e destruir a obra de Hugo Chávez e continuada pelo presidente Nicolás Maduro”, afirmou.

Manifestou ainda seu respaldo à Revolução Cidadã, que o presidente Rafael Correa, colocou em curso no Equador. E parabenizou Cristina Kirchner por sua “incansável luta” contra os denominados fundos abutres e pelo direito da Argentina sobre as Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido em 1833.

Raúl condenou a “invasão colonial” sob a qual Puerto Rico está submetida pelos Estados Unidos, ação que tem privado os porto-riquenhos de sua independência e soberania há mais de cem anos. O país caribenho vive sob a dominação política e econômica dos Estados Unidos, de tal forma que nem eleições presidenciais são realizadas. Ou seja, os cidadãos de Porto Rico não votam em eleições presidenciais, mas são governados por Barack Obama.

Direitos Humanos

O presidente cubano lamentou que “desfrutar dos Direitos Humanos” seja uma utopia para milhões de pessoas no mundo quando condenou a continuidade das guerras no Oriente Médio. “Não é possível que diariamente cerca de 17 mil crianças morram de enfermidades curáveis, enquanto que em todo mundo o gasto militar seja de 1.7 trilhão de dólares”.

Fonte: Patria Latina

NA ONU, RAÚL CASTRO DENUNCIA CLIMA GOLPISTA NA AMÉRICA LATINA

Autor: Dario Pignotti

Presidente cubano defendeu avanços sociais no Brasil e atacou os golpes brancos engendrados no continente contra governos de esquerda.


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O presidente de Cuba, Raúl Castro denunciou na Assembleia da ONU o clima de desestabilização contra governos democráticos da América Latina.

Ele usou seu discurso para defender o governo da Venezuela das iniciativas desestabilizadoras de alguns setores, e também o governo do Equador, nação que vem sendo “alvo do mesmo roteiro” opositor. Por outro lado, também usou seu palanque para celebrar as conquistas sociais alcançadas pela presidenta brasileira Dilma Rousseff e expressou seu apoio à demanda dos países caribenhos por uma reparação pelos anos de escravidão que parte de sua população sofreu.

Raúl exigiu da comunidade internacional que busque na pobreza e na desigualdade a origem dos conflitos gerados pelo colonialismo e pelo assalto aos recursos das populações nativas, pelo imperialismo e pela divisão das esferas de influência. Em seu primeiro discurso numa Assembleia das Nações Unidas (ONU), Castro – que não se esqueceu da luta dos argentinos para recuperar a soberania das Ilhas Malvinas –, lembrou que a primeira meta traçada pela organização era a de preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra e edificar uma nova forma na qual os países pudessem se relacionar, favorecendo a paz e o desenvolvimento. Porém, muito pelo contrário, o resultado foi que os conflitos se multiplicaram. “Desde então, passaram a ser constantes as guerras de agressão, a intervenção em assuntos internos dos Estados, a derrubada de governos soberanos através da força ou dos denominados ‘golpes suaves’”, afirmou Castro, insistindo em que a militarização do ciberespaço e o uso das tecnologias da informação e das comunicações para agredir a outros Estados de forma disfarçada e ilegal são inaceitáveis.

O mandatário cubano lamentou que o compromisso inicial da ONU, de promover o progresso social e elevar o nível de vida dos povos de todos os países, continue sendo uma quimera, e contrapôs a situação das 795 milhões de pessoas que sofrem com a fome no mundo com as cifras dos gastos realizados na área militar, que alcançam 1,7 milhão de dólares. Após reivindicar a conformação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a declaração da América Latina como zona de paz, o líder cubano enumerou uma lista de gestos de solidariedade do seu país para com as nações da região.

Castro não perdeu a chance de usar suas palavras para criticar a União Europeia, cujas políticas são responsáveis, segundo ele, pelas ondas migratórias provocadas nas últimas semanas, com refugiados que se deslocam em massa desde países do Oriente Médio e do norte da África. “A União Europeia deve assumir de forma plena e imediata as suas responsabilidades para com a crise humanitária que ajudou a gerar”, sentenciou.

Ao mesmo tempo, condenou as distorções a respeito da promoção e proteção aos direitos humanos para validar e impor decisões políticas. E se colocou ao lado da Rússia, país com o qual os Estados Unidos mantêm diferenças claras sobre como solucionar a crise na Síria e a ocupação de territórios na Ucrânia. Reclamou inclusive que Porto Rico, nação associada aos Estados Unidos, “possa ser livre e independente, depois de mais de um século submetida à dominação colonial”. Castro valorizou o acordo nuclear entre os países do ocidente com o Irã, condenou o militarismo, a pobreza e o consumismo, e opinou que os países têm diferentes responsabilidades em relação às mudanças climáticas – tema que com o qual o seu irmão Fidel já se preocupava em 2000, segundo ele mesmo recordou ontem.

Na primeira visita do presidente de Cuba aos Estados Unidos em mais de 50 anos, ele se reuniu em Nova York com o ex-presidente estadunidense Bill Clinton e com o governador e o prefeito novaiorquinos, Andrew Cuomo e Bill de Blasio. Depois, teve um encontro com um grupo de empresários e executivos locais encabeçado pelo presidente e pela vice-presidenta da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Tom Donohue e Jodi Bond.

O líder cubano agradeceu o apoio quase unânime recebido por parte da comunidade internacional em favor do fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos sobre Cuba há mais de meio século, e antecipou que a ilha seguirá apresentando o projeto na ONU até conseguir uma vitória e anular a medida. Nesse sentido, Castro insistiu que não haverá relações normais com os Estados Unidos até que se termine o bloqueio, se devolva o território ocupado pela Base Naval de Guantánamo, que se interrompam as transmissões ilegais de rádio e televisão desde Miami, os planos desestabilizadores e se compense a ilha pelos danos humanos e econômicos que ainda sofre. Visando a reunião de hoje, com Obama, somente a posição sobre o embargo parece ter um ponto em comum.

As palavras do chefe de Estado cubano provocaram muitos aplausos do plenário de presidentes, e Raúl Castro foi incisivo, embora menos que Fidel. Em apenas 15 minutos, seu discurso esteve longe do tempo normalmente utilizado por seu irmão em sua primeira intervenção na Assembleia Geral da ONU em 1960 – que marcou um recorde, ao falar por 269 minutos, com uma mensagem de crítica contundente contra os Estados Unidos –, e apontou seus questionamentos às políticas imperialistas, sem mencionar diretamente nem os Estados Unidos nem o presidente norte-americano Barack Obama.

Entretanto, o mandatário cubano aproveitou sua primeira aparição diante da Assembleia para analisar os contrapontos que mantêm com os Estados Unidos, apesar da aproximação diplomática. Agora o contexto é outro, devido ao processo de descongelamento das relações, embora as diferenças ideológicas continuem. Castro as expôs com claridade, num ato que demonstra o regresso da ilha ao cenário maior da política mundial.

Tradução: Victor Farinelli

Fonte:  Carta Maior

Raúl e Obama na #ONU: Encontro historico.

Discurso de Raúl Castro Ruz en Naciones Unidas

Discurso del General de Ejército Raúl Castro Ruz, Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros de la República de Cuba, en el segmento de alto nivel del 70 Período de Sesiones de la Asamblea General de Naciones Unidas, el 28 de septiembre de 2015, “Año 57 de la Revolución”.

(Versiones Taquigráficas – Consejo de Estado)

 

Estimados Jefes y Jefas de Estado y de Gobierno;

Distinguidos Jefes y Jefas de Delegaciones;

Señor Secretario General de las Naciones Unidas;

Señor Presidente:

Hace 70 años que, en nombre de los pueblos, los miembros de esta organización suscribimos la Carta de las Naciones Unidas. Nos comprometimos a preservar a las generaciones venideras del flagelo de la guerra y a edificar una nueva forma de relacionarnos bajo la guía de un conjunto de propósitos y principios, que debían augurar una época de paz, justicia y desarrollo para toda la humanidad.

Sin embargo, a partir de entonces, han sido constantes las guerras de agresión, la intervención en los asuntos internos de los Estados, el derrocamiento por la fuerza de gobiernos soberanos, los denominados “golpes suaves” y la recolonización de territorios, que han sido perfeccionados con formas de actuar no convencionales, con el empleo de nuevas tecnologías y esgrimiendo supuestas violaciones de los derechos humanos.

Es inaceptable la militarización del ciberespacio y el empleo encubierto e ilegal de las tecnologías de la información y las comunicaciones para agredir a otros Estados, como también lo es que se distorsione la promoción y protección de los derechos humanos, utilizándolos de forma selectiva y discriminatoria para validar e imponer decisiones políticas.

A pesar de que la Carta nos llama a “reafirmar la fe en los derechos fundamentales del hombre, en la dignidad y el valor de la persona humana”, el disfrute de los derechos humanos continúa siendo una utopía para millones de personas.

Se niega a la humanidad el derecho a vivir en paz y su derecho al desarrollo. Es en la pobreza y la desigualdad donde deben buscarse las causas de los conflictos, generados por el colonialismo y el despojo de las poblaciones autóctonas, primero, y más tarde por el imperialismo y el reparto de esferas de influencia.

El compromiso asumido en 1945 de “promover el progreso social y elevar el nivel de vida” de los pueblos y su desarrollo económico y social, sigue siendo una quimera, cuando 795 millones de personas sufren hambre, 781 millones de adultos son analfabetos y 17 000 niños mueren cada día de enfermedades curables, mientras que los gastos militares anuales en todo el mundo ascienden a más de 1,7 millones de millones de dólares. Con solo una fracción de ese monto podrían solucionarse los problemas más acuciantes que azotan a la humanidad. Incluso, en los países industrializados ya prácticamente desaparecieron las “sociedades de bienestar”, que se nos presentaban como el modelo a seguir. Los sistemas electorales y los partidos tradicionales, que dependen del dinero y la publicidad, son cada vez más ajenos y distantes de las aspiraciones de sus pueblos.

El cambio climático pone en peligro la existencia de la especie humana, y los Estados deben asumir responsabilidades comunes pero diferenciadas ante la inobjetable realidad de que no todos los países somos responsables por igual de lo ocurrido, ni despilfarramos los recursos naturales y humanos en un consumismo irracional e insostenible.

Las consecuencias del cambio climático son especialmente devastadoras en los pequeños países insulares en desarrollo e imponen una tensión adicional a sus frágiles economías. Lo mismo sucede en África, con el incremento inexorable de la desertificación.

Nos solidarizamos con nuestros hermanos caribeños y demandamos que se les dé un trato especial y diferenciado. Apoyamos a los países africanos y reclamamos para ellos un tratamiento justo, transferencia de tecnología y recursos financieros (Aplausos).

Señor Presidente:

Con la creación de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) y, particularmente con la firma por los jefes de Estado y de Gobierno, en enero del 2014, de la Proclama de América Latina y el Caribe como Zona de Paz, ha quedado demostrado que, por encima de nuestras diferencias, podemos avanzar hacia la unidad y la consecución de objetivos comunes en el marco de nuestra diversidad (Aplausos).

En la Proclama, reafirmamos el compromiso inquebrantable con los principios de la Carta de las Naciones Unidas y el Derecho Internacional y de resolver las diferencias de forma pacífica, así como la convicción de que el pleno respeto al derecho inalienable de todo Estado a elegir su sistema político, económico, social y cultural constituye una condición esencial para asegurar la convivencia pacífica entre las naciones. Reclamamos que estos principios sirvan de base a las relaciones de otros Estados con nuestra región.

La República Bolivariana de Venezuela contará siempre con la solidaridad de Cuba frente a los intentos de desestabilizar y subvertir el ordenamiento constitucional, y destruir la obra iniciada por el compañero Hugo Chávez Frías (Aplausos) y continuada por el presidente Nicolás Maduro Moros a favor del pueblo venezolano.

De igual manera, va nuestra firme e irrestricta solidaridad a la República del Ecuador, a su Revolución Ciudadana y a su líder, Rafael Correa Delgado, quien se ha convertido en el blanco del mismo guión de desestabilización aplicado contra otros gobiernos progresistas de la región (Aplausos).

Nos solidarizamos con las naciones del Caribe que solicitan justas reparaciones por los horrores de la esclavitud y la trata de esclavos (Aplausos), sobre todo en un mundo en el que la discriminación racial y la represión de las comunidades afrodescendientes han ido en ascenso.

Ratificamos nuestra convicción de que el pueblo de Puerto Rico merece ser libre e independiente, luego de más de una centuria sometido a la dominación colonial (Aplausos).

Nos solidarizamos con la República Argentina en su legítimo reclamo de soberanía sobre las islas Malvinas, Sandwich del Sur y Georgias del Sur (Aplausos).

Reiteramos nuestro apoyo solidario a la presidenta Dilma Rousseff y al pueblo de Brasil en la defensa de sus importantes logros sociales y de la estabilidad del país.

Reafirmamos nuestro rechazo a la intención de extender la presencia de la OTAN hasta las fronteras de Rusia y a la imposición de sanciones unilaterales e injustas contra esa nación.

Saludamos el denominado acuerdo nuclear con la República Islámica de Irán, que demuestra que el diálogo y la negociación son la única herramienta efectiva para solventar las diferencias entre los Estados.

Renovamos nuestra confianza en que el pueblo sirio es capaz de resolver por sí mismo sus diferencias y demandamos que cese la injerencia externa.

Una solución justa y duradera al conflicto del Medio Oriente exige, inexorablemente, el ejercicio real del derecho inalienable del pueblo palestino a construir su propio Estado dentro de las fronteras anteriores a 1967 y con su capital en Jerusalén oriental, lo que enérgicamente apoyamos (Aplausos).

Durante las últimas semanas nos han impactado las imágenes de las oleadas migratorias hacia Europa, que constituyen una consecuencia directa de las acciones de desestabilización que la OTAN promovió y ejecuta en países del Medio Oriente y África del Norte, y del subdesarrollo y la pobreza imperantes en países del continente africano. La Unión Europea debe asumir, de manera plena e inmediata, sus responsabilidades con la crisis humanitaria que ayudó a generar.

Señor Presidente:

Tras 56 años de heroica y abnegada resistencia de nuestro pueblo, quedaron restablecidas las relaciones diplomáticas entre Cuba y Estados Unidos de América.

Ahora se inicia un largo y complejo proceso hacia la normalización de las relaciones, que se alcanzará cuando se ponga fin al bloqueo económico, comercial y financiero; se devuelva a Cuba el territorio ocupado ilegalmente por la Base Naval de Guantánamo; cesen las transmisiones radiales y televisivas y los programas de subversión y desestabilización contra la isla, y se compense a nuestro pueblo por los daños humanos y económicos que aún sufre (Aplausos).

Mientras persista, continuaremos presentando el proyecto de resolución titulado “Necesidad de poner fin al bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por Estados Unidos de América contra Cuba”.

A los 188 gobiernos y pueblos que han apoyado aquí y en diversos foros internacionales y regionales nuestra justa demanda, les reitero el eterno agradecimiento del pueblo y el gobierno cubanos por su sostenido respaldo.

Señor Presidente:

Cuba celebra, con profundo compromiso, el aniversario 70 de la Organización de las Naciones Unidas. Reconocemos que en estos años se ha intentado, pero no se ha hecho lo suficiente, para proteger a las generaciones presentes y futuras del flagelo de la guerra y su derecho a un desarrollo sostenible, sin exclusión. La ONU ha de ser defendida del unilateralismo y profundamente reformada para democratizarla y acercarla a los pueblos.

Como señalara en esta misma sala hace 15 años el compañero Fidel Castro Ruz, Líder Histórico de la Revolución Cubana —y cito: “Cualquiera comprende que el objetivo fundamental de las Naciones Unidas, en el siglo apremiante que comienza, es el de salvar al mundo no solo de la guerra sino también del subdesarrollo, el hambre, las enfermedades, la pobreza y la destrucción de los medios naturales indispensables para la existencia humana, ¡Y debe hacerlo con premura antes de que sea demasiado tarde!” —fin de la cita.

Podrá contar siempre la comunidad internacional con la sincera voz de Cuba frente a la injusticia, la desigualdad, el subdesarrollo, la discriminación y la manipulación; y por el establecimiento de un orden internacional más justo y equitativo, en cuyo centro se ubique, realmente, el ser humano, su dignidad y bienestar.

Muchas gracias

(Ovación).

Autor:  internet@granma.cu