Atração do IJC (SP), José Delgado mostra em show acústico ritmos e sonoridades da Venezuela e do Caribe

Um dos melhores expoentes da nova música popular da Venezuela, o cantor José Delgado, apresentará neste domingo, 30 de julho, o concerto Acústico Caribe para os amigos e frequentadores do Instituto Juca de Cultura (IJC), situada no bairro Sumaré, na zona Oeste de São Paulo. A partir das 17 horas, o público conhecerá ao som de um cuatro (instrumento de cordas venezuelano) e um violão (guitarra, em Espanhol) parte do repertório reunido em seis álbuns, o mesmo que deverá embalar a turnê pelo Brasil que incluirá, ainda, shows de Delgado no Rio de Janeiro, no Clube do Choro (Brasília/DF) e em Pirenópolis (GO).

Com mais de uma década de trajetória, o convidado do IJC destaca-se pelo canto que transita por gêneros nativos, caribenhos, jazz, rock e salsa, revelando sua versatilidade compositiva e interpretativa, características que o coloca entre os mais admirados da música moderna latino-americana.

A obra de Delgado também o ajuda nesta afirmação que para além do solo das Américas se estende a países da Europa e da África por ser ao mesmo tempo redentora de tradições populares e experimental, mesclando em suas composições formatos contemporâneos e urbanos. Mundo afora, este perfil já o colocou em palcos de festivais e de concorridos eventos lado a lado com renomados artistas e grupos, entre os quais o mineiro Pereira da Viola. A lista inclui, ainda, expressões da latinidade como Virulo (Cuba); Inti Illimani e Manuel García (Chile); Aquiles Baez, C4Trío, ​ Rafael “Pollo” Brito e ​ Víctor Morles (Venezuela), Kevin Johansen e Marcelo Ferrer (Argentina) e Marta Gómez (Colômbia), entre tantos outros.

José Delgado nasceu em Caracas, capital da Venezuela, no seio de uma família de quatro irmãos. A relação com a música, já na infância, recebeu fortes influências dos costumes do lar e dos gostos do pai – que se revelou a figura central para a inclinação artística do filho à medida que, nos primeiros anos do ainda garoto, em torno de um rádio, juntava todos na cozinha da casa para audições de cantos tradicionais e folclóricos venezuelanos, executados ao violão e ao cuatro, incentivando os meninos durante as rodas de cantoria a admirar e respeitar as tradições do país.

O incentivo paterno também foi fermento para José Delgado aprender a tocar cuatro e mandolina (bandolim) precocemente e a gostar de tangos, boleros, valsas peruanos e cumbias — hábito que despertou nele a paixão por mesclar ritmos aparentemente incongruentes. Já adolescente, empunhando um novo instrumento, o violão, passou a se dedicar às sonoridades urbanas como a salsa, o rock e o jazz. Cantar e tocar, entretanto, não resumem os predicados artísticos de José Delgado. Ele também estudou Teatro, como aluno de Artes da Universidad Central de Venezuela, período durante o qual atuou tanto como ator, quanto como músico, em diversas montagens.

Em 2001, por exemplo, compôs o elenco de El último Minotauro, do compatriota León Febres Cordero, e El Jardín de los Cerezos, de Chejov, ambas dirigidas por Eduardo Gil. Na temporada seguinte, acompanhou viagem do grupo Nicolás à Espanha. Em 2007, sob direção de José Antonio “Flako” Rojas, encenou Caminos. E entre 2009 e 2012 protagonizou Vuelta a casa, baseado em poemas de Ramón Palomares, peça para a qual compôs a trilha sonora, novamente sob direção de Eduardo Gil.

Nesta mesma época Delgado comprou a primeira guitarra, que usava para acompanhar suas montagens e o estimulou a compor as canções do futuro primeiro disco, La Ventana, de 2005. Gradativamente, evoluía profissional e artisticamente, participando do coletivo Trova Gaitera, no qual contracenava com Rafel “Pollo” Brito. Delgado é membro fundador do Colectivo La Cantera e La Liga y Tribu Caracas, organizações que buscam consolidar plataformas para produção artística independente.

Barulho d'Água Música

Um dos melhores expoentes da nova música popular da Venezuela, o cantor José Delgado, apresentará neste domingo, 30 de julho, o concerto Acústico Caribe para os amigos e frequentadores do Instituto Juca de Cultura (IJC), situada no bairro Sumaré, na zona Oeste de São Paulo. A partir das 17 horas, o público conhecerá ao som de um cuatro (instrumento de cordas venezuelano) e um violão (guitarra, em Espanhol) parte do repertório reunido em seis álbuns, o mesmo que deverá embalar a turnê pelo Brasil que incluirá, ainda, shows de Delgado no Rio de Janeiro, no Clube do Choro (Brasília/DF) e em Pirenópolis (GO). Com mais de uma década de trajetória, o convidado do IJC destaca-se pelo canto que transita por gêneros nativos, caribenhos, jazz,  rock e salsa, revelando sua versatilidade compositiva e interpretativa, características que o coloca entre os mais admirados da música moderna latino-americana.

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Mostra Cine Cuba em Brasília

Em parceria com o SESC e a Casa de Cultura da América Latina, a Embaixada de Cuba no Brasil apresenta, no Museu Nacional de Brasília, a Mostra Cine Cuba.

Uma homenagem ao nascimento de José Martí, um dos heróis da Independência Cubana.

A mostra Cine Cuba conta com dois filmes de ficção e um documentário. Fotos e livros sobre José Martí também fazem parte da programação.

Os filmes serão exibidos nos dias 27, 28 e 29 de Janeiro, no auditório II do Museu Nacional, sempre às sete da noite. A entrada é franca.

Produção e apresentação: Juliana Medeiros
Rádio Cultura FM, a rádio pública do DF

 

‘Dia do Idioma’ será festejado em Cuba com um novo dicionário

Fonte: Cosas del Chago

 

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Santiago de Cuba, 2o de dezembro – Um dos mais “perseguidos” pela família cubana, o Dicionário Básico Escolar – produção científica dentre as de maior impacto na educação em Cuba- retornará à Feira Internacional do Livro 2015, em sua quarta edição, que inclui, entre outras inovações, mil novas entradas.

Segundo o Dr. C. Leonel Ruiz Miyares, diretor do Centro de Lingüística Aplicada (CLA), instituição criadora desta maravilhosa ferramenta, uma das alterações é que os verbos serão conjugados, variação que irá possibilitar que os alunos se apropriem mais da língua espanhola e a empreguem mais facilmente no texto.

“Nós melhoramos algumas definições e significados, e enriquecemos a obra com novas palavras que são muito necessárias para os estudantes, tanto na vida acadêmica quanto em qualquer trabalho diário”, disse Ruiz.

Diferentemente da versão impressa da quarta edição do Dicionário Básico Escolar, a modalidade digital, que foi lançada antes, foi promovida em todo o país em uma caravana científica, incluindo um maior número de imagens, cerca de 628 mil em cores, e mais de 50 vídeos, com recursos interativos que permitem uma melhor compreensão da língua espanhola e que são mais atraentes para os estudantes.

O Dicionário Básico Escolar é uma das produções científicas mais importantes do Centro de Lingüística Aplicada, uma prestigiada instituição fundada em Santiago de Cuba pelos PhDs Eloina Miyares Bermudez e Julio Vitélio Ruiz Hernández.

Em cada edição, o texto é enriquecido com novas entradas, seus significados, definições, imagens e no formato digital, são incluídos um maior número de fotos e vídeos.

O acervo de palavras prioriza diferentes esferas da realidade, especialmente os aspectos da vida social, da natureza, da ciência, da cultura, dos esportes e de inúmeros outros elementos novos que permitem a atualização dos conhecimentos.

As novas palavras pertencem à língua geral espanhola contemporânea e foram tomadas de várias fontes: jornais, livros escolares em todos os níveis de educação, revistas cubanas para jovens, entre outros.

Várias entradas foram selecionadas a partir do corpo das palavras em um estudo realizado no Centro de Linguística Aplicada sobre o uso dos afixos por alunos da escola secundária.

No trabalho aparecem também alguns cubanismos, americanismos e, em menor quantidade, anglicismos e galicismos, como reflexo das características do espanhol falado em Cuba.

 

Tradução e edição: Juliana MSC