Junho e julho na EICTV: conheça quais são as opções de oficinas para estes meses

De Cuba-Cursos

 

EICTV-Cuba

 

 

Junho e julho são os meses em que a escola oferece as “oficinas de verão” que geralmente tem alta demanda e antecedem ao período de recesso escolar de agosto em que a escola permanece fechada.

Este ano entre as opções disponíveis estão: Roteiro Cinematográfico, Design de Figurino para Cinema e TV, Produção de Cinema de Baixo Orçamento e Montagem.

Seguem mais informações:

ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO
(2 semanas) junho 22 – julho 3 com FRANCISCO LOPEZ SACHA (Cuba) 1200 Euros
Aulas teóricas e praticas sobre o processo de criação do roteiro cinematográfico passo à passo. Análise e discussão de filmes selecionados e práticas com exercícios de dramaturgia. O objetivo da oficina é converter o aluno (caso ainda não o seja) em um contador de histórias, dominando a arte de narrar aplicada ao roteiro de cinema, para roteiros de curta ou longa-metragem. No final do curso, o estudante terá elaborado um projeto de roteiro de longa ou finalizado um roteiro para um curta de 15 min.
o professor: Francisco López Sacha (Cuba). Escritor e professor de arte. Publicou romances, contos e ensaios em diversos países. Ele é presidente da Associação de Escritores de Cuba. Deu palestras em inúmeras faculdades e universidades em todo o mundo, entre as quais estão: Instituto Internacional de Teatro (ITT) de Praga, o Latinoamerican Youth Center em Washington DC, Casa de América de Madrid, New York e Havana, Universidade de Poitiers, França; Teatro Intimo de Dublin, Universidade de Oxford; Universidade Central da Venezuela, UNAM de México; Veritas, Universidad de San José Costa Rica.
OFICINA INTERNACIONAL vagas: 16

DESIGN DE FIGURINO PARA CINEMA E TV
(4 semanas) junho 22 – julho 17, 2015 com DERUBÍN JÁCOME (Cuba), DIANA FERNÁNDEZ (Cuba – Espanha), RAÚL RODRÍGUEZ (Cuba), EDUARDO EIMIL (Cuba), NIEVES LAFERTÉ (Cuba) 1800 Euros
Este curso – por meio de palestras, workshops e master-classes irá aprofundar a compreensão das peculiaridades criativas e organizacionais do design de figurino para cinema, desenvolvendo habilidades para a translação de instâncias dramatúrgicas à expressividade visual dos personagens, todas baseadas na atmosfera estética do filme.
Módulos:
Design de figurino para cinema. Projeto. 2) Teoria e História do Traje. 3) Linguagem cinematográfica. 4) Dramaturgia. 5) Fundamentos técnicos para os figurinos de cinema.
os professores:
Derubín Jácome: Estudou arquitetura, design teatral, e teatrologia. Também realizou estudos de pós-graduação de Design para Teatro, Cinema e Televisão da Escola de Artes Cênicas. DAMU, Praga, República Checa. Projetou cenários, luzes e / ou figurinos para mais de cinqüenta peças teatrais recebendo Prêmios e Menções pelo seu trabalho. Foi Diretor de Arte, Designer de Produção e Figurinista de mais de quarenta filmes, entre eles alguns dos mais importantes filmes cubanos: “La Bella del Alambra”, “Un Hombre de Éxito”, ”Cecilia” e “Juan de los Muertos”. Tem mais de 30 anos de experiência no ensino, fazendo planos e currículos para diferentes níveis de ensino do design na cena. Lecionou e dado seminários em várias instituições em Cuba, México, Checoslováquia, Sto. Domingo, Finlândia e Espanha. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha.
Diana Fernández: Estudo Design para Teatro e Teatrología. Como designer teatral criou os figurinos para mais de vinte peças. No cinema, criou figurinos para mais de vinte longas-metragens, curtas-metragens e séries de televisão No ensino, tem mais de trinta anos de experiência em Cuba, Espanha e outros países, como Equador, México, Nicarágua, Polônia, Finlândia e República Checa. Ele tem artigos e livros escritos e publicados em sua especialidade, entre eles: El traje: glossário de términos(1990),El traje: fundamentos para su diseño en la escena(1991); El traje: apuntes sobre su evolución histórica(1991), La moda en el vestir: consideraciones sobre su valor comunicativo(1996). Colaboradora regular de artigos em revistas como a arqueologia do século XXI. Ela recebeu prêmios e citações para suas pesquisas.
Raúl Rodríguez Formou-se no ICAIC (órgão oficial de cinema em Cuba) como editor de documentários em 35mm. Foi perador de câmara de documentários, longas metragens, e telejornais desde 1965. Desde 1976 fez a direção de fotografia de mais de 30 longas em 35 mm. Como fotógrafo documental e operador de sua filmografia abrange mais de 200 filmes. Ele apresenta no canal de televisão educativo cubano: “A arte do cinematógrafo”, um programas educacional sobre esta especialidade. Hoje trabalha fundamentalmente em vídeo digital.
Eduardo Eimil é roteirista e diretor de “El Televisor” e “La Maldita Circunstancia”, entre outras. Professor de atuação do Instituto Superior de Arte (ISA). Professor de Direção de Atores e de Realização Videográfica de Ficção na Universidad Autónoma de Cali, a Universidad del Valle e a Universidad Javeriana da Colômbia. Diretor e Dramaturgo de “Nuestro Pueblo”, “Zoológico de Cristal” “El Gallo Electrónico”, entre outras. Ganhador de vários prêmios Nacionais e Internacionais.
Nieves Laferté Estudou design na Escuela Nacional de Arte. Ganhou uma bolsa de estudos e foi estudar em Bratislava, uma espécie de Meca do teatro e do palco na Europa socialista. Trabalhou em pesquisa, ensino e projetos para cinema e outros gêneros. Sua obra está presente em filmes cubanos como Kangamba, La Anunciación, Verde, verde, entre outros.
CURSO DE ALTOS ESTUDOS vagas: 14

PRODUÇÃO DE CINEMA DE BAIXO ORÇAMENTO
(2 semanas) junho 29 – julho 10, 2015 com HÉCTOR TOKMAN (Argentina) 1200 Euros
A produção criativa nos filmes de “baixo orçamento”. Realização de um “Design de Produção” desde o ponto de vista dos novos formatos digitais. Análise de roteiro para cada etapa da produção. Ferramentas para resolver aslimitações de orçamento. Atividades práticas incluindo improvisação: Business Roundtable com “Pitching”.
o professor: Héctor Tokman: Comunicador Audiovisual da Faculdade de Cinema da Universidad Nacional de La Plata. Trabalha profissionalmente com câmera, fotografia, roteiro, direção e produção.
Co-fundador da Escola de Cinema em Mendoza e Diretor da Escola de Cinema, Vídeo e Televisão da Escola de Comunicação da Universidad del Mar em Valparaiso. (2002-2011). É o produtor executivo de três longas-metragens feitos por alunos da Escola de Cinema. Atualmente trabalha como professor no ERCCV, desenvolve projetos como roteirista e diretor, assessorias e treinamento para INCAA e a Secretaria de Cultura da Província de Mendoza.
OFICINA INTERNACIONAL vagas: 15

MONTAGEM: ESTRUTURA E RITMO
(2 semanas) julho 6 -17, 2015 com BERTA FRIAS (Espanha) 1300 Euros
Ao longo do workshop será feita a montagem de diferentes seqü.ncias para serem analisadas posteriormente. Da análise comparativa surgirá uma reflexão sobre as várias propostas narrativas e sobre as diferentes sensibilidades e pontos de vista. Sendo uma oficina teórica e prática, os temas abordados na fase teórica, serão revisitados ao aparecerem as dificuldades práticas durante o processo de montagem. Estudos de caso de seqüIencias selecionadas de grandes diretores, em oposição às seqü.ncias de séries de TV.
a professora: Berta Frias tem uma vasta experiência como montadora / editora, tendo participado em 10 longas metragens. Também liderou equipes de edição de curtas-metragens, making of e programas de TV. Neste link você pode ver uma amostra de seu importante trabalho como editora.
OFICINA INTERNACIONAL vagas: 15

Cuba procura seu caminho e se preserva uma nação altiva

Por Lalo Leal

Cuba vinha recebendo em média 2,5 milhões de turistas por ano. No primeiro trimestre de 2015, já chegam a 1 milhão. Isso sem que ainda tenham sido restabelecidos voos regulares com os Estados Unidos. Do Brasil, apenas uma agência de viagens coloca por ano em Cuba cerca de mil visitantes. A tendência é que em pouco tempo a ilha do Caribe, pouco maior que Pernambuco, receba tantos turistas quanto todo o Brasil.

Essa indústria foi implementada nos anos 1990 como forma de enfrentar a crise decorrente do fim do campo socialista combinado com o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, em vigor desde 1962. Se de um lado a política contribuiu para aliviar agruras econômicas, de outro trouxe para dentro do país hábitos e comportamentos diversos dos padrões igualitários de vida adotados pelos cubanos.

Músicos em Cuba / Foto: Lalo Leal
Músicos em Cuba / Foto: Lalo Leal

À semelhança do Buena Vista Social Club, brotam músicos que seguem levantando plateias, ao lado de conjuntos jovens de jazz com fortes sabores latinos. Vidas que pulsam.

No entanto, em uma visão impressionista, circulando alguns dias por Havana é possível perceber que a contaminação turística não tirou dos cubanos a altivez cunhada numa longa história de lutas em busca da soberania. Turistas são assediados por ofertas de serviços e produtos como em qualquer outro destino semelhante existente no mundo.

Mas tanto esses cubanos como principalmente aqueles que atuam em hotéis, restaurantes e lojas tratam os clientes de igual para igual, sem arrogância, mas nunca com submissão. Comportamento semelhante e decorrente da própria postura da nação, capaz de enfrentar da mesma forma os desafios impostos ao país há mais de meio século pela maior potência bélica do mundo, situada a poucos quilômetros.

“Pela primeira vez, na história da América Latina, uma revolução nacional deixaria de dissociar o elemento nacional do elemento democrático e, ao vencer, a ideia de nação arrasta com ela a construção de uma ordem social inteiramente nova e socialista” (Florestan Fernandes)

A altivez não se resume ao relacionamento turístico. Revela-se cada vez mais na discussão dos problemas internos. A universalização dos serviços públicos de educação e saúde, bem como a garantia de uma cesta básica de alimentação para todos, já não bastam. Passa-se a discutir a qualidade desses e de outros serviços, e as formas de colocá-los em prática.

Entre elas está a abertura mais recente de alguns setores da economia para prestadores de serviços “por conta própria”, como restaurantes e transportes de passageiros, dentro de limites estabelecidos em lei. Se a construção do socialismo cubano não foi fácil, sua consolidação em um mundo claramente hostil requer extraordinária habilidade política. Trabalho que inclui tanto as medidas internas mencionadas como a busca do reatamento de relações diplomáticas com os Estados Unidos, sem no entanto deixar de censurá-los por sua atitude belicosa diante da Venezuela.

Tudo isso, muitas vezes, passa despercebido pelo turista, especialmente o brasileiro de classe média que vai a Cuba e mede o país com sua régua capitalista. Pode ser pedir muito, mas seria interessante que antes de viajar folheassem o livro do professor Florestan Fernandes Da Guerrilha ao Socialismo: A Revolução Cubana. Diz ele, em trecho ressaltado no prefácio pelo professor Antonio Candido: “Pela primeira vez, na história da América Latina, uma revolução nacional deixaria de dissociar o elemento nacional do elemento democrático e, ao vencer, a ideia de nação arrasta com ela a construção de uma ordem social inteiramente nova e socialista”.

Entender essa nova ordem é fundamental, com seus avanços e recuos, erros e acertos. A leitura e a reflexão de trechos como esse tornariam a viagem mais proveitosa, acrescentando às praias e aos mojitos uma experiência de crescimento intelectual e espiritual inigualável. Sem falar da riqueza melódica a acompanhá-los por toda a parte.

À semelhança do Buena Vista Social Club, brotam conjuntos de músicos e cantores que, aos 70, 80 anos, seguem levantando as plateias com suas vozes e ritmos, ao lado de conjuntos jovens de jazz com fortes sabores latinos. Vidas que pulsam entre a defesa das conquistas obtidas e a busca de condições de vida mais confortáveis. Compreender esse desafio é tarefa fundamental para apoiar um processo histórico inédito no continente, onde a solidariedade busca se sobrepor ao individualismo.

O espantoso crescimento do turismo cubano

Fonte: TTC

 

Turistas em Havana Velha
Turistas em Havana Velha

Somente em janeiro, registrou-se um aumento de 16% na chegada de turistas na ilha caribenha, mais de 50 mil passageiros foram registrados no mesmo período do ano passado.

Segundo o Bureau Nacional de Estatísticas e Informações, no final do mês havia chegado ao país 371.160 visitantes internacionais e o Canadá se manteve como o principal mercado emissor, com 48% dos turistas que chegaram à Cuba.

Os dados divulgados revelam que o Canadá segue entre os maiores emissores, seguido pela Alemanha (15.832), Inglaterra (14.526), ​​França (13.591), Itália (12.998), Venezuela (6770) Argentina (6704), México (6587), Espanha (5929) e Rússia (5529).

Se destacam os crescimentos do Chile (4856, + 21,8%), Polônia (3315, + 83%), Suíça (2833 + 28,2%), China (2.674, + 13,9%) e Áustria (2560, + 19,6%).

Cuba se encontra atualmente na alta temporada, permanecendo até abril. Neste período, a modalidade de cruzeiro tem sido uma das mais reanimadas, com um aumento registrado no início de 2015 que trouxe 76% de passageiros a mais do que no ano passado.

No final de 2014 o país ultrapassou, pela primeira vez, os três milhões de turistas e para este ano se espera um crescimento superior que, segundo números preliminares, é uma meta alcançável.

Um circuito Hemingway para conhecer Cuba

Por Nirlando Beirão

 

O escritor encarna o pescador no porto Cojimar
O escritor encarna o pescador no porto Cojimar

 

Agora que os norte-americanos podem visitar Cuba sem incorrer no perigo de, na volta, serem recambiados pela CIA para um estágio em Guantánamo, aqueles entre eles que já ouviram falar em Ernest Hemingway poderão descobrir por conta própria, nas pegadas do mais cosmopolita dos escritores da América do século XX, as razões que o fizeram morar por 21 anos na ilha hoje governada pela dinastia Castro.

Hemingway varou o mundo. Nasceu no subúrbio de Chicago, foi cobrir a Primeira Guerra Mundial no front da Itália, fez parte da lost generation que chacoalhou Paris nos anos 1920, instalou-se em Key West, na Flórida, voltou à Europa para cobrir a guerra da Espanha entre 1936 e 1939, varejou a África em safáris ferozes e, finalmente, optou por Havana, a coisa mais parecida que ele encontrou com a Espanha pela qual se apaixonara – e onde se recusava morar depois que o ditador carola Francisco Franco assumiu o poder.

Mas seu amor por Cuba, que se estendeu até 1960, tinha outros ingredientes. Ainda estão por lá, mesmo quando submetidos ao bolor da decadência, os passos dessa paixão que, aliás, durou mais do que qualquer um de seus quatro casamentos.

Percorrer hoje o circuito Hemingway em Havana e arredores é como folhear os fragmentos de uma densa inspiração literária que resultou em O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea, de 1952, que lhe valeu o Nobel em 1954), As Ilhas da Corrente (The Islands in the Stream, duas novelas marítimas publicadas postumamente em 1970) e um volumoso acervo de artigos e despachos para jornais e revistas.

É também o melhor jeito de tentar adivinhar, nas paisagens de sua maturidade, os dilemas existenciais de uma criatura complexa que, onde quer que passasse, deixava traços de sua veemente personalidade – aquele Hemingway que não deixava de sintonizar os combates de boxe no Madison Square Garden, que adorava as rinhas de galo, que se vangloriava de suas caçadas na África, um valentão que parecia se espelhar nos heróis viris de sua ficção, como o Santiago de O Velho e o Mar (seu moto: “Um homem pode ser destruído, nunca derrotado”); o Hemnigway que, depois de deixar para trás sua adorada Ilha, acabou por capitular à depressão com um tiro na cabeça (estava em Idaho, em julho de 1961).

“As pessoas perguntam por que você vive em Cuba e você diz que é porque gosta”, escreveu o mestre no artigo O Grande Rio Azul (The Great Blue River), para a revista cult Holiday (julho de 1949).

Papa Hemingway – como passou a ser apelidado pelos amigos e pelos pescadores parceiros de Cojimar – tinha, pode-se ver, certa tendência a simplificar as coisas. Cuba lhe significava muito mais, no aconchego de sua finca em San Francisco de Paula, nos subúrbios de Havana; na peregrinação costumeira pelas ruelas e pelos bares de Habana Vieja, com destaque para La Bodeguita del Medio e La Floridita, que sobrevieram aos tempos de penúria do bloqueio americano como santuários inebriadores do ícone Hemnigway; e por aquela atmosfera de calor humano compatível com um lugar onde – para deleite do homenzarrão de 1,83 metro e 120 quilos, com suas invariáveis bermudas e camisas de sarja – a temperatura nunca baixava dos 10 graus.

Sobretudo, Cuba é Caribe, um Caribe acessível, mas também desafiador, no litoral norte lambido pela encrespada violência da Corrente do Golfo. Cuba, para ele, era o apelo da pescaria do marlim, a bordo de seu barco Pilar, explorando as possibilidades infinitas do trecho que saía de Havana em direção ao leste, com foco em Cojimar, eventualmente mais além, até perto de Matanzas. “O que fazer nos dias de calor paralisante do verão?” – escreveu. “Quando a corrente nos afasta, paramos numa praia para nadar e tomar um drinque, enquanto Gregorio, nosso camarada, prepara o almoço.”

O marlim suscita competições entre os valentes e Hemingway gostava de rivalizar, com os outros e consigo mesmo, num frenesi de autossuperação. Em 1959, com a revolução já consolidada, o escritor americano recepcionou em seu Pilar os dois barbudos-símbolos de Sierra Maestra, Fidel e o Chê. Um troféu estava em jogo e Castro ganhou. Hemingway dava-se bem com os revolucionários (Fidel tinha à cabeceira Por Quem os Sinos Dobram, saga dos republicanos na guerra da Espanha.

Papa Hemingway comportava-se como um local. Casado com Martha Gelhonr, adotou o hábito de latino de frequentar uma chica a solto. Certa noite, a patroa e a prostituta se encontraram na Floridita. Hemingway tratou de, com largo sorriso de confraternização, apresentar uma à outra.

*Reportagem publicada originalmente na edição 834 de CartaCapital, com o título “Papa em sua ilha”