O Papa Francisco inicia sua viagem à Cuba e EUA

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Depois de já terem recebido as visitas de João Paulo II e Bento XVI, os cubanos vão ouvir o Papa Francisco em Havana, na icônica Praça da Revolução, onde ele vai realizar a primeira das três missas programadas para ocorrer em Cuba.

Depois da ilha socialista, Bergólio se dirigirá ao Congresso dos Estados Unidos, em Washington, e em seguida à Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

O restabelecimento das relações diplomáticas não encerrou o meio século de agressividade dos EUA contra Cuba. Inúmeras sanções ilegais e o bloqueio, econômico e comercial, continuam vigentes. No entanto, a flexibilizacao das restrições para que norteamericanos viagem à Cuba já começou, e o governo de Barack Obama vem enfrentando pressões para que haja avanços também no campo das negociações comerciais.

Empresas dos EUA e multinacionais tem demonstrado enorme interesse em fazer negócios com Cuba em todos os setores, mas o Congresso não tem se mostrado disposto a ceder. E com a proximidade das eleições, com prévias agitando o cenário politico norteamericano, há tambem a força de candidatos como Marco Rubio, filho da comunidade cubana exilada nos EUA e que empreende dura campanha para que cesse toda a cooperação.

Já os cubanos tem esperança de que, assim como ajudou a aproximar Raul Castro e Barack Obama, o Papa possa influenciar positivamente nessas negociacoes que levem ao fim do mais duradouro bloqueio economico da história.

Com agenda apertada, a viagem do Papa Francisco por Cuba e EUA vai até a próxima terça-feira (22).

A matéria completa, da Rádio Cultura FM de Brasília, você confere aqui:

http://www.radiotube.org.br/audio-36642E22QSFRZ

Gerardo Hernández na Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

No último dia da Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, Gerardo Hernández comoveu os participantes que estiveram empenhados nas campanhas pela libertação dos cinco heróis cubanos, agradecendo a solidariedade dos brasileiros e reafirmando a confiança dos compatriotas cubanos na promessa de Fidel Castro sobre o seu retorno.

Gerardo falou também de sua vida após os 16 anos de cárcere ilegal nos EUA. “Não se confundam: se não fosse o trabalho abnegado de vocês, não haveria liberdade, porque ninguém se interessaria por cinco rapazes desconhecidos,” disse.

Veja um trecho de sua fala durante a Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba ocorrida na última semana em Recife:

 

 

 

Fonte: Comitê de Solidariedade a Cuba RJ

Sobre o encontro com Gerardo Hernández, um depoimento pessoal

Depoimento pessoal no Facebook:

Gerardo Hernández no Museu da República em Brasília / Foto: JulianaMSC
Gerardo Hernández no Museu da República em Brasília / Foto: JulianaMSC

Acabo de sair do evento em homenagem à Gerardo Hernandez, um dos Cinco Héroes Cubanos ou, como diz Fernando Morais, um dOs Últimos Soldados da Guerra Fria. Que está livre, em Cuba, junto com os outros cinco. Como Fidel Castro havia dito: “Volverán!”.

Quando René, o primeiro deles, chegou a Cuba, tive a sorte de estar lá no mesmo dia (aqui meu eterno agradecimento à generosidade do colega Rony Curvelo). Pude ouvir o testemunho de um verdadeiro revolucionário. E pude abraçar um herói da nossa história contemporânea. Como hoje, quando também ganhei um abraço do Gerardo.

Não dá pra explicar como me sinto, o sentimento de gratidão por estar aqui, agora.

Me lembrei de quando, ainda adolescente, comecei a apoiar causas como a luta pela libertação de Timor Leste vendendo camisetas e adesivos para enviar mantimentos aos prisioneiros, produzindo panfletos para a campanha encabeçada pelo Frei Joao Xerri. Quando anos depois vi pela TV, Ramos Horta e Xanana Gusmão livres, em uma Timor também livre, entendi o que é ser um grãozinho de areia de uma utopia. Eles possivelmente jamais saberão quem eu sou. E eu até hoje não pude ir à Timor, abraçar meus irmãos de língua portuguesa. Mas a sensação de pertencer a essa história estará sempre aqui comigo.

Hoje também foi assim.

Há anos aprendi na juventude comunista que participar de atividades, reunir doações, produzir atos políticos, lutar em movimentos sociais, ou mesmo atuar como faço hoje, como jornalista do campo público e também do campo alternativo (muitas vezes, sabemos bem, com o sacrifício de nossas vidas financeiras e de nossas famílias) podia fazer alguma diferença. Hoje ouvi do próprio Gerardo, liberto de duas sentenças perpétuas, naquele auditório lotado de camaradas que sim, faz diferença.

A Cuba de agora, o lar para onde ele voltou, é outra. E vai continuar mudando. Mas o fato é que somos todos testemunhas desse marco da história humana. E de que, sem abrir mão de seus princípios e das conquistas da revolução (e sem esquecer os muitos que tombaram pelo caminho), essa pequena ilha caribenha e seu povo venceram a maior potência bélica da nossa era com apenas uma palavra: resistência.

Hoje, enquanto ouvia Gerardo, lembrei que estive, de diferentes maneiras ao longo da minha vida atuando na solidariedade a Cuba (e à Palestina e tantas outras pelas quais ainda lutamos). Me senti de novo como um minúsculo grão desta utopia em que também estão tantos ativistas, tantos companheiros, tantos lutadores e lutadoras que com pequenos ou grandes gestos, com muitos ou poucos recursos, mas sempre com muita criatividade, construímos todos os dias, essa imensa rede de solidariedade internacionalista.

Estou certa de que estamos todos ligados por invisíveis laços de amor à humanidade.

O sistema de saúde cubano, qualidade reconhecida mundialmente

Fonte: RadioCubana

Em 2014, a Drª. Margaret Chan, Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), durante a conferência “A Saúde  na Agenda do Desenvolvimento pós-2015 ” se referiu a Cuba expressando as seguintes palavras:

“(…) quero felicitar os cientistas e pesquisadores cubanos por seu compromisso com a solidariedade, por seu compromisso com a melhoria da saúde do povo e pelas grandes pesquisas e desenvolvimento alcançados no tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis, assim como no tratamento do câncer (…) “

Em seu discurso Margaret Chan, com razão, reconheceu os valores do sistema de saúde cubano. E que o acesso à saúde na ilha é um direito social de todos os cidadãos que desfrutam, ainda, de serviços gratuitos.

Os cubanos possuem acesso igualitário a todos os programas de assistência médica, através de uma extensa rede de hospitais, institutos de pesquisa, policlínicas, consultórios dos médicos de família, bancos de sangue, clínicas odontológicas, asilos e maternidades.

Destaca-se ainda que o Ministério da Saúde Pública de Cuba tem entre suas prioridades os grupos populacionais de risco, onde se encontram as mulheres, as crianças, os deficientes e os idosos. A este respeito salienta-se que, no final de 2014, a taxa de mortalidade infantil foi de 4,2 por cada mil nascidos vivos. Isto representa um dos melhores indicadores do continente e reflete, portanto, a qualidade de um sistema que exibe resultados semelhantes aos das nações desenvolvidas.

O país, marcado por um aumento acelerado dos níveis de envelhecimento da população, precisa agora mais do que nunca de atenção para este setor, para o qual estão sendo destinados inúmeros recursos. Como o Programa Integral de Atenção do Idoso, criado com o objetivo de assegurar a cobertura às necessidades das pessoas idosas e garantir sua qualidade de vida.

Investigação sistemática

Cuba tem desenvolvido uma atenção de primeiro nível graças ao trabalho de pesquisa que acompanha o sistema de saúde. A cada ano se analisam questões relativas à demografia, mortalidade, recursos, serviços e formação de pessoal qualificado.

Além disso, o sistema médico cubano conta com programas de pesquisa para a prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer; cardiologia e diagnóstico de doenças congênitas.

O desenvolvimento rápido de tais pesquisas reduziu as importações de medicamentos. Sem dúvida, com o trabalho assistencial, se amplia constantemente a atividade de pesquisa, para que haja um desenvolvimento progressivo.

A colaboração internacional

A solidariedade cubana também se estende a outras nações. A presença de brigadas médicas da Ilha tem sido percebidas na África, na América Latina e na Europa.

Por outro lado, a Missão Milagre, programa de saúde cubano que oferece atendimento oftalmológico gratuito a pacientes latinoamericanos, permanece ativa em sua missão e tem sido considerada até agora como um feito sem precedentes.

A Escola Latinoamericana de Medicina (ELAM), a cada ano forma jovens médicos de todo o mundo e desde a sua criação em 1998, já formou milhares de médicos de mais de 120 países.

Cuba foi o primeiro país também a responder imediatamente ao chamado da OMS, para enfrentar a epidemia de Ebola nas regiões da África Ocidental. A ilha também não hesitou quanto a ajuda às vítimas do Nepal, após dois violentos terremotos que devastaram o país em 2015.

Desafios

O sistema de saúde cubano é reconhecido em todo o mundo, mas é um desafio manter essa qualificação. O impacto das sanções impostas pelos Estados Unidos há mais de 50 anos com o Bloqueio Econômico, Comercial e Financeiro, forçando o país a comprar equipamentos, medicamentos e matérias-primas a preços muito elevados.

Esta situação complexa tem grandes desafios, mas ainda permanece a vontade de priorizar os cuidados de saúde de forma gratuita e com alta qualidade.

Portanto, não é surpreendente que Cuba estivesse presente na edição 67 da Assembleia Mundial da Saúde e que nesta edição 2015, tenha presidido a de número 68. Sem dúvida, um justo reconhecimento da excelência do seu sistema de saúde, pois como bem disse Margaret Chan: “(…) o resultado deste trabalho árduo tem beneficiado muitas pessoas ao redor do mundo.”

Gerardo Hernández em encontro de amizade com Cuba no Brasil

Gerardo Hernández (Foto: Archivo)
Gerardo Hernández

 

Recife, Brasil 7 jun – Um dos Cinco Antiterroristas Cubanos, Gerardo Hernández, surpreendeu neste sábado com a sua presença os mais de 400 participantes da XXII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada nesta cidade do nordeste brasileiro.

Sua chegada, no auditório da Faculdade de Administração de Pernambuco motivou um mar de aplausos e de emoções diversas entre os presentes interessados em cumprimentar Hernandez.

Acompanhado pela embaixadora de Cuba no Brasil, Marielena Ruiz Capote, o herói apertou a mão de inúmeras pessoas e também se dispôs a tirar fotos com várias delas.

Edival Cajá Nunes, membro da Comissão Organizadora deste evento, apresentou o lutador antiterrorista, e destacou o trabalho das organizações de solidariedade no Brasil que durante anos exigiram a libertação dos Cinco.

“Você e seus colegas são um exemplo de luta para este continente”, disse Cajá destacando ainda que a batalha pela libertação dos Cinco uniu partidos e movimentos de diferentes tendências políticas. PL