Promessas não cumpridas: a manutenção do campo de detenção da Baía de Guantánamo na era Obama

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por Marília Souza

Introdução

A prisão de Guantánamo, reativada em 2002 no âmbito da Guerra ao Terror sob a administração de George W. Bush tem sido um tema sensível na agenda de Obama, pois o encerramento das atividades na Baía foi uma de suas principais promessas de campanha. Desde sua abertura, já passaram por Guantánamo 775 prisioneiros sem acusação formal, sem processo constituído e, obviamente, sem direito a julgamento.

Porém, encerrar Guantánamo está se tornando uma tarefa cada vez mais árdua, ao passo que senadores e congressistas norte-americanos propõem uma legislação que torna a excepcionalidade de Guantánamo cada vez menos excepcional, e assim, alargam-se os casos em que a detenção sem julgamento é permitida e afrouxam-se os freios que separam a regra da exceção.

As condições dos presos mantidos no campo de Guantánamo sempre foram motivo de indignação internacional e alvo de duras críticas, tanto por parte de governos quanto de organizações humanitárias internacionais. O presente artigo tem por objetivo congregar denúncias e recomendações de ONGs e instituições internacionais dirigidas ao governo norte-americano, a fim de reforçar o fato de que o tema persiste sem resolução por parte do governo Obama e seguirá como agenda sensível para o seu sucessor.

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