Em busca de alternativas de cooperação #UE-CELAC

Fonte: Cuba por Siempre

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 A II Cúpula Acadêmica CELAC-União Europeia (UE) começou nesta segunda-feira, a fim de ampliar e aprofundar o espaço para o ensino superior, a ciência, a tecnologia e a inovação.

O encontro, ocorrido antes da II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC)  e UE nos dias 10 e 11 de Junho, incentivou o trabalho conjunto para avançar e consolidar estas iniciativas em matéria de ensino superior.

Neste contexto, Cuba, presente no encontro na capital da Bélgica, clamou pelo reforço na cooperação entre as universidades dos países da CELAC e da UE.

“Queremos transcender da teoria para a prática e que possamos concretizar mais projetos em áreas de interesse comum”, declarou o reitor da Universidade da província cubana de Camagüey, Santiago Lajes Choy, em sua intervenção durante o fórum.

Enquanto a reitora da Universidade Agrária de Havana, Maria Irene Balbín, referiu-se às possibilidades deste encontro para promover a cooperação em ensino superior, a formação de profissionais, a investigação e a inovação tecnológica.

Roberto Escalante, secretário-geral da União de Universidades da América Latina e do Caribe, disse que ambas as regiões têm realidades diferentes, mas existem áreas de interesse comum, como a luta contra as alterações climáticas e pela segurança alimentar.

A Cúpula Acadêmica possibilitou para as comunidades acadêmicas das duas regiões, trabalharem a fim de avançar e consolidar as propostas geradas na Cúpula anterior, realizada em janeiro de 2013 em Santiago do Chile.

Nas linhas traçadas na capital chilena, estão propostos quatro grupos de análise temática, entre eles o fortalecimento da integração birregional dos sistemas de educação superior, que incluem subtópicos como os valores universais e a diversidade cultural. Outra linha é a promoção da integração birregional dos sistemas de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, centrada na universidade como promotora da inovação e da criatividade, com foco no desenvolvimento sustentável.

A cooperação birregional entre as instituições de ensino superior e suas relações com a sociedade, particularmente com o setor produtivo; a inovação e os direitos de propriedade intelectual; são outros dos eixos. Além disso, as tecnologias como facilitadoras e promotoras, bem como o papel social das universidades no século XXI. Da mesma forma, as ligações entre a comunidade acadêmica e as políticas públicas, incluindo aspectos como a educação para a inclusão social: pedagogia pré-escolar e pré-universitária, a formação de professores e a formação permanente.

Os resultados dessas deliberações serão apresentados aos Chefes de Estado e de Governo durante a II Cúpula da CELAC-UE através de um documento que conterá as ideias e propostas da comunidade acadêmica, com vistas a avançar neste espaço comum e consolidar a parceria estratégica birregional.

Esta semana, Bruxelas é o palco onde a região latinoamericana e caribenha, juntamente com a União Europeia, pretendem dar um novo impulso em suas relações, em um contexto muito diferente ao de 15 anos atrás.

Aproximadamente 40 Chefes de Estado e de Governo e delegações de alto nível de 61 países devem participar desta cúpula, que se realiza no Justus Lipsius, sede do Conselho da UE. (Cubaminrex / PL)

Tradução: Juliana MSC

Junho e julho na EICTV: conheça quais são as opções de oficinas para estes meses

De Cuba-Cursos

 

EICTV-Cuba

 

 

Junho e julho são os meses em que a escola oferece as “oficinas de verão” que geralmente tem alta demanda e antecedem ao período de recesso escolar de agosto em que a escola permanece fechada.

Este ano entre as opções disponíveis estão: Roteiro Cinematográfico, Design de Figurino para Cinema e TV, Produção de Cinema de Baixo Orçamento e Montagem.

Seguem mais informações:

ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO
(2 semanas) junho 22 – julho 3 com FRANCISCO LOPEZ SACHA (Cuba) 1200 Euros
Aulas teóricas e praticas sobre o processo de criação do roteiro cinematográfico passo à passo. Análise e discussão de filmes selecionados e práticas com exercícios de dramaturgia. O objetivo da oficina é converter o aluno (caso ainda não o seja) em um contador de histórias, dominando a arte de narrar aplicada ao roteiro de cinema, para roteiros de curta ou longa-metragem. No final do curso, o estudante terá elaborado um projeto de roteiro de longa ou finalizado um roteiro para um curta de 15 min.
o professor: Francisco López Sacha (Cuba). Escritor e professor de arte. Publicou romances, contos e ensaios em diversos países. Ele é presidente da Associação de Escritores de Cuba. Deu palestras em inúmeras faculdades e universidades em todo o mundo, entre as quais estão: Instituto Internacional de Teatro (ITT) de Praga, o Latinoamerican Youth Center em Washington DC, Casa de América de Madrid, New York e Havana, Universidade de Poitiers, França; Teatro Intimo de Dublin, Universidade de Oxford; Universidade Central da Venezuela, UNAM de México; Veritas, Universidad de San José Costa Rica.
OFICINA INTERNACIONAL vagas: 16

DESIGN DE FIGURINO PARA CINEMA E TV
(4 semanas) junho 22 – julho 17, 2015 com DERUBÍN JÁCOME (Cuba), DIANA FERNÁNDEZ (Cuba – Espanha), RAÚL RODRÍGUEZ (Cuba), EDUARDO EIMIL (Cuba), NIEVES LAFERTÉ (Cuba) 1800 Euros
Este curso – por meio de palestras, workshops e master-classes irá aprofundar a compreensão das peculiaridades criativas e organizacionais do design de figurino para cinema, desenvolvendo habilidades para a translação de instâncias dramatúrgicas à expressividade visual dos personagens, todas baseadas na atmosfera estética do filme.
Módulos:
Design de figurino para cinema. Projeto. 2) Teoria e História do Traje. 3) Linguagem cinematográfica. 4) Dramaturgia. 5) Fundamentos técnicos para os figurinos de cinema.
os professores:
Derubín Jácome: Estudou arquitetura, design teatral, e teatrologia. Também realizou estudos de pós-graduação de Design para Teatro, Cinema e Televisão da Escola de Artes Cênicas. DAMU, Praga, República Checa. Projetou cenários, luzes e / ou figurinos para mais de cinqüenta peças teatrais recebendo Prêmios e Menções pelo seu trabalho. Foi Diretor de Arte, Designer de Produção e Figurinista de mais de quarenta filmes, entre eles alguns dos mais importantes filmes cubanos: “La Bella del Alambra”, “Un Hombre de Éxito”, ”Cecilia” e “Juan de los Muertos”. Tem mais de 30 anos de experiência no ensino, fazendo planos e currículos para diferentes níveis de ensino do design na cena. Lecionou e dado seminários em várias instituições em Cuba, México, Checoslováquia, Sto. Domingo, Finlândia e Espanha. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha.
Diana Fernández: Estudo Design para Teatro e Teatrología. Como designer teatral criou os figurinos para mais de vinte peças. No cinema, criou figurinos para mais de vinte longas-metragens, curtas-metragens e séries de televisão No ensino, tem mais de trinta anos de experiência em Cuba, Espanha e outros países, como Equador, México, Nicarágua, Polônia, Finlândia e República Checa. Ele tem artigos e livros escritos e publicados em sua especialidade, entre eles: El traje: glossário de términos(1990),El traje: fundamentos para su diseño en la escena(1991); El traje: apuntes sobre su evolución histórica(1991), La moda en el vestir: consideraciones sobre su valor comunicativo(1996). Colaboradora regular de artigos em revistas como a arqueologia do século XXI. Ela recebeu prêmios e citações para suas pesquisas.
Raúl Rodríguez Formou-se no ICAIC (órgão oficial de cinema em Cuba) como editor de documentários em 35mm. Foi perador de câmara de documentários, longas metragens, e telejornais desde 1965. Desde 1976 fez a direção de fotografia de mais de 30 longas em 35 mm. Como fotógrafo documental e operador de sua filmografia abrange mais de 200 filmes. Ele apresenta no canal de televisão educativo cubano: “A arte do cinematógrafo”, um programas educacional sobre esta especialidade. Hoje trabalha fundamentalmente em vídeo digital.
Eduardo Eimil é roteirista e diretor de “El Televisor” e “La Maldita Circunstancia”, entre outras. Professor de atuação do Instituto Superior de Arte (ISA). Professor de Direção de Atores e de Realização Videográfica de Ficção na Universidad Autónoma de Cali, a Universidad del Valle e a Universidad Javeriana da Colômbia. Diretor e Dramaturgo de “Nuestro Pueblo”, “Zoológico de Cristal” “El Gallo Electrónico”, entre outras. Ganhador de vários prêmios Nacionais e Internacionais.
Nieves Laferté Estudou design na Escuela Nacional de Arte. Ganhou uma bolsa de estudos e foi estudar em Bratislava, uma espécie de Meca do teatro e do palco na Europa socialista. Trabalhou em pesquisa, ensino e projetos para cinema e outros gêneros. Sua obra está presente em filmes cubanos como Kangamba, La Anunciación, Verde, verde, entre outros.
CURSO DE ALTOS ESTUDOS vagas: 14

PRODUÇÃO DE CINEMA DE BAIXO ORÇAMENTO
(2 semanas) junho 29 – julho 10, 2015 com HÉCTOR TOKMAN (Argentina) 1200 Euros
A produção criativa nos filmes de “baixo orçamento”. Realização de um “Design de Produção” desde o ponto de vista dos novos formatos digitais. Análise de roteiro para cada etapa da produção. Ferramentas para resolver aslimitações de orçamento. Atividades práticas incluindo improvisação: Business Roundtable com “Pitching”.
o professor: Héctor Tokman: Comunicador Audiovisual da Faculdade de Cinema da Universidad Nacional de La Plata. Trabalha profissionalmente com câmera, fotografia, roteiro, direção e produção.
Co-fundador da Escola de Cinema em Mendoza e Diretor da Escola de Cinema, Vídeo e Televisão da Escola de Comunicação da Universidad del Mar em Valparaiso. (2002-2011). É o produtor executivo de três longas-metragens feitos por alunos da Escola de Cinema. Atualmente trabalha como professor no ERCCV, desenvolve projetos como roteirista e diretor, assessorias e treinamento para INCAA e a Secretaria de Cultura da Província de Mendoza.
OFICINA INTERNACIONAL vagas: 15

MONTAGEM: ESTRUTURA E RITMO
(2 semanas) julho 6 -17, 2015 com BERTA FRIAS (Espanha) 1300 Euros
Ao longo do workshop será feita a montagem de diferentes seqü.ncias para serem analisadas posteriormente. Da análise comparativa surgirá uma reflexão sobre as várias propostas narrativas e sobre as diferentes sensibilidades e pontos de vista. Sendo uma oficina teórica e prática, os temas abordados na fase teórica, serão revisitados ao aparecerem as dificuldades práticas durante o processo de montagem. Estudos de caso de seqüIencias selecionadas de grandes diretores, em oposição às seqü.ncias de séries de TV.
a professora: Berta Frias tem uma vasta experiência como montadora / editora, tendo participado em 10 longas metragens. Também liderou equipes de edição de curtas-metragens, making of e programas de TV. Neste link você pode ver uma amostra de seu importante trabalho como editora.
OFICINA INTERNACIONAL vagas: 15

Cuba vai expandir o uso da Internet no sistema nacional de educação

“Em maio devem estar conectados à Internet em torno de 26.650 professores cubanos a partir de suas escolas para realizar seu trabalho de pesquisa e capacitação”, destacou Fernando Ortega

 

Autor: Prensa Latina |

 

Cuba tem a intenção de conectar à Internet, no próximo ano letivo, todas as 295 escolas pré-universitárias e 329 escolas politécnicas do país, afirmou nesta quarta-feira Fernando Ortega, diretor de Informática Educativa do Ministério da Educação (MINED).

O diretor explicou em uma coletiva de imprensa na sede do MINED em Havana que é um objectivo deste órgão fazer com que o maior número de profissionais da educação tenham acesso à Internet para a sua preparação e formação.

Em maio, disse Ortega, devem estar conectados à Internet em torno de 26.650 professores cubanos a partir de suas escolas para realizar seus trabalhos de pesquisa e de capacitação, bem como o acesso às redes sociais.

Para 2017 prevê-se cobrir todas as escolas secundárias, jardins de infância e escolas especiais, e em 2018 ele espera concluir este processo com a educação primária.

“A rede de computadores do Ministério da Educação”, afirmou, “nasceu com o conceito de levar a informatização e o trabalho em rede aos centros de ensino do país, usando os laboratórios docentes como um ponto de interação para estudantes e professores.”

Cuba também se propõe a introduzir, no futuro, o uso de tablets no sistema nacional de educação, que irá substituir os computadores (80% obsoletos) como meios a serem utilizados para o ensino nos laboratórios de informática.

Com isso, procura-se também melhorar a relação computador-aluno, que é atualmente de 30 alunos por máquina.

Para atingir estes objetivos, há um processo de atualização das coleções de softwares educativos para que seus conteúdos possam ser executados nas novas tecnologias, como tablets e smartphones. Pretende-se, da mesma forma, migrar esse conteúdo para plataformas de código aberto.

Doutrinaram meu filho em Cuba?

Por Rouslyn

Rouslyn e Alejandrito
Rouslyn e Alejandrito

Recentemente, em Cubanet foi usada (sem minha permissão, deixando claro) uma foto roubada do meu perfil no Facebook para ilustrar um artigo sobre a suposta doutrinação que receberiam as crianças em escolas cubanas.

Confesso que me incomodou muitíssimo que tenham usado uma foto de um dos momentos mais bonitos que experimentei como mãe para criticar precisamente o que me fez sentir tanto orgulho. Porém, o roubo de informações, imagens e outros é algo com que somos obrigados a conviver na era digital, especialmente quando não posso sequer processar-lhes por não terem a decência de pedir permissão para usar a imagem de um menor de idade (do meu filho!) em um artigo político. Com que moral podem falar sobre direitos, se violam os mais elementares?

Mas para além dessa questão, eu gostaria de expressar o que penso a respeito desse controvertido e polêmico debate sobre se doutrinam ou não as crianças em Cuba. E o farei a partir da minha experiência pessoal.

Alejandrito tem hoje quase oito anos, e eu ainda me lembro do momento em que, emocionada às lágrimas, naquele 8 de outubro de 2013 lhe atei em volta do pescoço seu lenço azul de Pioneiro Moncadista. E, que conste, ele estava tão feliz quanto eu estava.

Para compreender o que significa ser um Pioneiro Moncadista, ou um Pioneiro José Martí basta apenas perguntar-se o que foi Moncada para a história deste país? Quem foi José Martí?

Perguntas simples de se responder: Moncada foi aquele momento em que a “Geração Centenária” disse basta aos abusos de uma ditadura sangrenta e opressora, o instante em que a dignidade tomou as armas e rebelou-se seguindo as idéias de José Martí, o maior homem parido por esta ilha.

Será que educar as crianças no conhecimento da história do seu país, inculcar-lhes valores humanos e ensiná-los a amar sua Pátria é adoutrinamento?

Às crianças cubanas se ensina isso nas escolas, sim. Ali se explicam as razões para se fazer uma Revolução Socialista, se os educa nos princípios éticos e revolucionários, que são nada menos do que o amor à humanidade, à solidariedade, à justiça, à responsabilidade social e ao compromisso com o futuro de um país, que lhes será legado, um país que custou o sangue, o suor e o sacrifício de seus avós e pais.

Assim me “doutrinaram”, assim meus professores e pais me ensinaram a amar meu país acima de tudo, inclusive acima de meus projetos pessoais, e eu o aprendi quando eu fui ensinada a saudar a bandeira, com os dedos da mão bem juntinhos simbolizando que “os interesses coletivos estão acima dos interesses pessoais” pois uma sociedade justa e equitativa não pode ser construída de outro modo.

E como tonar óbvia a importância vital do conhecimento da história? Como saber para onde estamos indo, se não temos ideia de onde viemos?

Aqueles que se dão o luxo de permitir-se a amnésia histórica são mais propensos a serem confundidos pelo “canto da sereia” que nos chegam de outros mares, tentando nos trazer de volta um passado que bem conheceram nossos antecessores e que é válido advertir às novas gerações.

Alguém me disse recentemente que, em um certo país latino-americano, que sofreu uma das ditaduras mais sangrentas do hemisfério, hoje seus sistemas de ensino não possuem a história como disciplina. Para mim, isso provou-se inconcebível e doloroso… um povo onde os jovens não conhecem os seus heróis, onde não têm a menor ideia dos processos turbulentos que formaram sua sociedade?

Eu não tenho problemas em que Alejandrito aprenda na escola a importância da história, que aprenda a ser um bom cubano, um patriota, que aprenda a ser generoso, corajoso, justo, leal, solidário, que aprenda a defender seus pontos de vista, a defender seu país, a defender a Revolução. Eu não quero que o eduquem na doutrina capitalista de “cada um por si”, não quero, mesmo minimamente, que o ensinem a colocar seus projetos pessoais acima de tudo e todos, ao custo de sua própria sociedade, aquela que supostamente ele deve pagar impostos e ajudar a construir.

E, se é de doutrinação ideológica que estamos tratando, haverá doutrinação maior do que a imposta pela indústria cultural norte-americana? Não faltando filmes, livros e séries de televisão, onde os “americanos” são sempre os “bons-hiper-super-sempre-vitoriosos” enfrentando a “ameaça comunista”, onde os maus são sempre “os outros”, russos, chineses, árabes, colombianos, mexicanos (em suma, tudo o que é diferente, ou defenda uma ideologia que não promova os interesses imperialistas).

E, claro, os “bons americanos” sempre salvam o mundo civilizado, e sempre estão certos, e são os defensores da humanidade, e executam sua nobre tarefa de enfrentar o terrorismo mundial, e lideram a luta contra o tráfico de drogas, e se autodenominam os juízes do mundo sob uma autoridade moral outorgada não se sabe por quem. E tudo sempre com sua bandeira ao fundo, em planos muito patrióticos e nacionalistas, a tal ponto que, se você não souber nada da História Universal, terminaria por acreditar-lhes o conto, e aplaudir-lhes emocionado ao terminar a cena.

Valeria a pena saber: O que pensam os pais norte-americanos ante a “doutrinação” que recebem seus filhos nos cinemas e até mesmo em suas salas de estar, através da TV?

Cada sociedade educa seus filhos nos princípios que considera valiosos e indispensáveis, uma educação que começa a partir da própria família, reconhecida em nossa Constituição como a unidade fundamental de nossa sociedade. E esse é um direito que ninguém pode criticar ou negar.

Pessoalmente (e é um critério compartilhado pela maioria), quero que meu filho se pareça mais com esse novo homem com o qual sonhou o Che, do que com essas centenas de analfabetos políticos que andam pelo mundo e que vivem – os pobres – mais preocupados com o que têm e o que podem consumir, do que com sua contribuição para a sociedade que os formou.

Afinal de contas, nós não devemos estar tão mal assim quando até mesmo pessoas que afirmam ser diametralmente opostas ao sistema político e social de Cuba, têm preferido que seus filhos sejam educados aqui quando bem poderiam fazê-lo em outro lugar… na Suíça, por exemplo.

*Retirado do blog de uma jornalista revolucionária e 100% cubana.

‘Dia do Idioma’ será festejado em Cuba com um novo dicionário

Fonte: Cosas del Chago

 

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Santiago de Cuba, 2o de dezembro – Um dos mais “perseguidos” pela família cubana, o Dicionário Básico Escolar – produção científica dentre as de maior impacto na educação em Cuba- retornará à Feira Internacional do Livro 2015, em sua quarta edição, que inclui, entre outras inovações, mil novas entradas.

Segundo o Dr. C. Leonel Ruiz Miyares, diretor do Centro de Lingüística Aplicada (CLA), instituição criadora desta maravilhosa ferramenta, uma das alterações é que os verbos serão conjugados, variação que irá possibilitar que os alunos se apropriem mais da língua espanhola e a empreguem mais facilmente no texto.

“Nós melhoramos algumas definições e significados, e enriquecemos a obra com novas palavras que são muito necessárias para os estudantes, tanto na vida acadêmica quanto em qualquer trabalho diário”, disse Ruiz.

Diferentemente da versão impressa da quarta edição do Dicionário Básico Escolar, a modalidade digital, que foi lançada antes, foi promovida em todo o país em uma caravana científica, incluindo um maior número de imagens, cerca de 628 mil em cores, e mais de 50 vídeos, com recursos interativos que permitem uma melhor compreensão da língua espanhola e que são mais atraentes para os estudantes.

O Dicionário Básico Escolar é uma das produções científicas mais importantes do Centro de Lingüística Aplicada, uma prestigiada instituição fundada em Santiago de Cuba pelos PhDs Eloina Miyares Bermudez e Julio Vitélio Ruiz Hernández.

Em cada edição, o texto é enriquecido com novas entradas, seus significados, definições, imagens e no formato digital, são incluídos um maior número de fotos e vídeos.

O acervo de palavras prioriza diferentes esferas da realidade, especialmente os aspectos da vida social, da natureza, da ciência, da cultura, dos esportes e de inúmeros outros elementos novos que permitem a atualização dos conhecimentos.

As novas palavras pertencem à língua geral espanhola contemporânea e foram tomadas de várias fontes: jornais, livros escolares em todos os níveis de educação, revistas cubanas para jovens, entre outros.

Várias entradas foram selecionadas a partir do corpo das palavras em um estudo realizado no Centro de Linguística Aplicada sobre o uso dos afixos por alunos da escola secundária.

No trabalho aparecem também alguns cubanismos, americanismos e, em menor quantidade, anglicismos e galicismos, como reflexo das características do espanhol falado em Cuba.

 

Tradução e edição: Juliana MSC