Na mídia oficial, a verdade entrou em greve – Editorial dos Jornalistas Livres

Manifestação de centrais sindicais no Largo da Batata, SP, 28.04.2017 / Foto: Stuckert

10h45, na TV. Fala o apresentador: “Aos poucos, tudo vai se normalizando em São Paulo. O transporte já está funcionando. Vamos saber ao vivo como está a situação nas estações de trem”.

Repórter: “Vamos falar com um passageiro”.

Passageiro: “Poxa, vi na televisão e ouvi no rádio que já tinha trem e vim prá cá. Cheguei há meia hora e tá tudo parado.”

Volta rápido para o apresentador com sorriso amarelo: “Bem, o transporte tá voltando aos poucos…”, nem aí para as imagens ao fundo mostrando trilhos absolutamente vazios, sem nenhum vestígio de vagões. Algo como descrever uma chuva torrencial num dia que todos veem ensolarado.

Situações parecidas, dignas de pastelão, povoaram a grande mídia durante toda a manhã. Num esforço patético, âncoras histéricos anunciavam de minuto em minuto o esvaziamento da greve, quando as imagens e a frustração dos (poucos) candidatos a passageiros provavam o contrário. A paralisação não arrefecia. Mas dane-se a verdade.

Os “comentaristas”, esses então fizeram um pacto com o ridículo. “Essa greve foi um tiro no pé. Uma minoria radicalizada tentando impedir as pessoas de trabalhar”, ouviu-se na rádio CBN. Pouco importa se o movimento se alastrou por 25 estados mais o Distrito Federal, informação facilmente verificada mesmo nos portais ligados aos conglomerados nos quais trabalham os tais “comentaristas”.

“Ah, mas a greve foi só dos transportes, por isso ninguém foi trabalhar”. O mantra foi martelado sem cessar pelos porta-vozes da liquidação dos direitos do povo. Primeira questão: alguém já viu uma greve geral exitosa no mundo ou na história em que os transportes não ocupem um papel vital? Segunda: como explicar o que ocorreu no ABC, onde os operários fizeram questão de ir até a porta das montadoras para decidir em assembleias não entrar nas fábricas?

Uma das maiores provas do sucesso retumbante da greve geral foi o número diminuto, quase inexistente, de conflitos entre os próprios trabalhadores. Sabe-se muito bem: quando movimentos não contam com a adesão da maioria, multiplicam-se confrontos, muitas vezes sangrentos, entre piquetes e os que se recusam a aderir. Hoje isso praticamente inexistiu. Na falta disso, as TVs –Globo principalmente— reprisaram um conflito localizado no aeroporto Santos Dumont para vender a imagem de um movimento sustentado na violência.

Violência houve, e está havendo. Sua origem é a ação covarde, como habitual, das forças de repressão. Mais uma vez, muitos trabalhadores indefesos sofreram com bombas, cacetadas e humilhações. Dezenas foram presos por exercer o direito democrático de se manifestar. Tais imagens não tiveram destaque na mídia oficial, embora apareçam às centenas nos veículos da mídia independente. Basta consultar as páginas dos Jornalistas Livres.

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Ainda são poucos os Chefes de Estado que confirmaram presença nas Olimpíadas

Palestra-Olimpíadas-Rio-2016

Dentre os 45 países que confirmaram presença na abertura das Olimpíadas Rio 2016, no próximo dia 05 de agosto,  cerca de 20 Chefes de Estado virão pessoalmente ao Brasil.

Dentre eles, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente da França, François Hollande, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos e o presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

Muitos dos países convidados ainda não confirmaram se enviarão representantes. Com exceção dos EUA que já confirmou o envio do Secretário de Estado, John Kerry. Além dele, também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou presença na cerimônia de abertura, no Maracanã.

Na comparação com Olimpíadas anteriores, o número de chefes de governo e de Estado é ainda modesto. A expectativa é que mais autoridades confirmem presença nos próximos dias, mas não existe uma previsão exata.

Confira a lista das confirmações até o momento:

Fonte: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/
Fonte: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/

 

 

Conselho Mundial da Paz realizará Assembleia pela primeira vez no Brasil

Fonte: Cebrapaz

São Luís (MA) será a capital da luta pela paz em novembro. O Conselho Mundial da Paz (CMP) realiza pela primeira vez no Brasil a sua Assembleia e escolheu o Maranhão, que já ofereceu a sua combativa hospitalidade, como o ponto de encontro dos movimentos engajados na luta contra a guerra e a opressão. O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) será o anfitrião.

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O CMP convida todas as forças democráticas, empenhadas por um mundo mais justo, de amizade e cooperação entre os povos, os trabalhadores, a juventude, as mulheres, negros, indígenas e todos os movimentos sociais engajados na construção de novas relações, livres da dominação e da exploração, a apoiarem e participarem da Assembleia Mundial da Paz, de 17 a 19 de novembro, e da Conferência Mundial da Paz, em 20 de novembro, em São Luís.

Este será um momento de unidade anti-imperialista, em que denunciaremos os riscos impostos à humanidade por uma agenda hegemônica assentada em relações de poder e opressão, ameaças, guerras e na militarização do planeta, em detrimento dos anseios dos povos por direitos, dignidade, justiça e paz.

Acreditamos que, juntos, os movimentos sociais de todo o mundo podem reverter o caminho em direção à guerra. Por isso, convidamos todos e todas a somarem suas forças e a participarem. Nosso lema é:

Fortalecer a solidariedade entre os povos na luta pela paz, contra o imperialismo!

Informações: cebrapaz.brasil@gmail.com | presidencia.cmp@gmail.com

Eugênio Aragão afirma que falta um sistema de controle mais rígido para o Judiciário e o Ministério Público

Para Subprocurador Geral da República, “é dificílimo responsabilizar um membro do MP ou da magistratura por seus exageros, e houve inúmeros dentro da Lava Jato.”

Brasília – O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, durante encontro sobre a operação de segurança no revezamento da tocha olímpica dos Jogos Rio 2016. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Defensor de um controle mais rígido do judiciário e de um sistema remuneratório para o serviço público com regras mais claras, além de um crítico da atuação de membros do judiciário que estão sob os holofotes nos últimos tempos, o jurista Eugênio Aragão concedeu entrevista exclusiva à repórter Juliana Medeiros.

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