Declaração de apoio ao governo bolivariano e ao povo da Venezuela

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Frente as eleições legislativas no 6 de dezembro, declaramos plena solidariedade ao governo bolivariano da Venezuela, aos militantes e dirigentes do Grande Polo Patriótico e do PSUV, ao Comandos Bolívar Chávez, ao povo venezuelano, pelo supremo esforço na continuidade deste processo revolucionário que, desde 1998, passou a ser a luz e a força propulsora central dos novos rumos de soberania e integração socialista dos povos da América Latina.

 

A revolução venezuelana tem sido vítima de constantes ataques internos violentos da oposição, ações contrarrevolucionárias, assassinatos de dirigentes e militantes sociais, sabotagens econômicas e, sobretudo neste período prévio a eleições decisivas como a de 6D, de uma guerra midiática internacional carregada de falsidades promovendo a insegurança quanto ao futuro, não obstante a enorme quantidade de conquistas econômicas de inclusão social, e de participação popular promovidas pela revolução bolivariana. A sabotagem econômica interna, aliada às manobras do imperialismo e à crise capitalista que derrubaram o preço do petróleo a níveis incrivelmente baixos, produz dificuldades quase insuportáveis para as massas, criando obstáculos para o crescimento econômico e o bem-estar.

 

É aí que intervém o terror articulado pelo Império: atribuindo as dificuldades econômicas ao governo bolivariano, tenta quebrar a vontade popular e alentar a classe média a adotar uma postura violenta, subversiva. Tendo fracassado até o momento nas tentativas violentas de desestabilização, agora intervém no processo eleitoral, que por ser o mais limpo e aberto existente na face da terra, permite até mesmo a oposição mais fascista e subserviente ao Império, participar do pleito e conquistar cadeiras no parlamento. Aproveitam-se de um contexto de dificuldades dos governos progressistas, que levaram à derrota do candidato do peronismo na Argentina por um punhado de votos, e a tentativa de golpe em curso no Brasil contra Dilma Rousseff, por meio de um impeachment completamente infundado e de mobilizações reacionárias, a começar pelo terror midiático. Também o governo do Equador enfrenta dificuldades com uma direita subversiva e agressiva. O imperialismo reverbera esta onda reacionária, e intervém pesadamente na Venezuela, promovendo um cerco midiático.

 

Por isso este pleito eleitoral também coloca à dura prova a maturidade política e a paciência do povo humilde venezuelano, preponderantemente chavista, e os seus dirigentes, que têm que encontrar respostas, nestas circunstâncias, à necessidades da imensa maioria do povo e dar continuidade aos projetos de transformação social. É fundamental a solidariedade entre os povos da América Latina para avançar na integração e nas transformações sociais.

 

É hora de um novo despertar dos povos na América Latina, dos movimentos sociais, sindicatos, estudantes e partidos de esquerda no Brasil que começam a levantar-se, a dizer um basta contra as ameaças de golpe e retrocesso nas transformações em curso, como no caso da luta contra o impeachment da presidenta Dilma no Brasil. Nada justifica retrocessos, passividade, desânimo, como se uma “onda de direita” fosse incontível: o problema da esquerda é aprofundar seus projetos, superar o capitalismo, derrotar definitivamente as elites reacionárias e a sua “Internacional” que é a OEA, sob a batuta do Departamento de Estado dos EUA.  Contar com a audácia da resistência da Rússia e dos países aliados como a China, o Irã, que decidiram dar um basta à agressão imperialista à Síria, defendendo com armas o povo e o governo legítimo de Bashar Al Assa, em nome da humanidade.  Porque o que se quer aplicar à Venezuela, ao Brasil e à Argentina são os mesmos métodos de instigação à violência interna até o ponto de não-retorno com a guerra civil e a intervenção imperialista “salvadora”, lembrando que neste momento o porta-aviões George Washington desfila nas proximidades das águas territoriais venezuelanas, na Guiana Francesa.

 

O triunfo da Venezuela é vital para impedir as manobras contrarrevolucionárias na América Latina e manter e avançar no que foi conquistado: Unasul, Celac, Alba, Mercosul, Brics, Telesul e todos os instrumentos de união que são o legado de Hugo Chávez defendidos com força pelo presidente constitucional Nicolás Maduro e pela Revolução Bolivariana.

 

Solidariedade plena, total e irrestrita com o processo revolucionário, na defesa de todas as conquistas e a integridade do governo e povo venezuelano.

 

Jornal Revolução Socialista

5 de dezembro de 2015

 

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