Díaz-Canel defende um diálogo construtivo entre a América Latina e a Europa

Fonte: Gramna

 

EU-CELAC-2015

 

O primeiro vice-presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse hoje que existem diferenças e desafios comuns entre a América Latina e o Caribe e a Europa e apelou para um diálogo construtivo entre as duas regiões.

“Há muito tempo a Europa propôs uma relação igualitária para com os países da América Latina e do Caribe, mas nunca realmente chegamos a essa condição de igualdade”, declarou à Prensa Latina.

Portanto, disse ele, cada vez mais as assimetrias e diferenças de desenvolvimento são maiores. Há também diferentes pontos de vista sobre como os países latinoamericanos e caribenhos e os europeus enxergamos os elementos em torno do desenvolvimento, especialmente as políticas a serem implementadas para alcançá-lo.

“Há insatisfação entre as nações de nossa região em relação ao que foi alcançado nesta parceria birregional”, apontou Díaz-Canel, que está em Bruxelas para participar da II Cúpula da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (CELAC) e União Europeia (UE), nos dias 10 e 11 de Junho.

Na sua opinião, a Cúpula é o lugar para rever e propor a forma de alcançar e aperfeiçoar este relacionamento. “Estamos em um momento em que vemos que há mais vontade política dos países europeus para termos um diálogo de respeito, não intervencionista, não discriminatório com as nações da América Latina e do Caribe”.

Ele ressaltou que, apesar da existência de muitas diferenças, existem desafios comuns. “Para sobreviver neste mundo tão complexo, é necessária a cooperação birregional e internacional”, disse ele.

Em sua opinião, existe possibilidade de abordar em uma agenda e em um diálogo político e de cooperação, questões como o desenvolvimento sustentável, as questões sociais, de saúde, de segurança pública, os temas migratórios, a luta contra as drogas, como avançar no intercâmbio técnico-científico, educacional, os problemas das alterações climáticas e do meio ambiente.

Tudo isto deve ser levado em conta sem ignorar a dívida histórica que os países europeus tem com a América Latina e o Caribe. “Esperamos chegar a um acordo que possa ser capaz de termos um programa mais realista sobre isso que se tem chamado de parceria birregional”, disse ele.

“O contexto é diferente, desde que se iniciaram este tipo de cúpulas e nessa relação tem ocorrido coisas muito importantes: a América Latina e o Caribe estão integradas na CELAC e a Europa transitou desde 2007 pelo Tratado de Lisboa”, disse ele.

Díaz-Canel expressou que a isso se soma o processo de restabelecimento e posterior normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos. “Nosso relacionamento com a Europa também está matizado por esses eventos que marcam não só a nossa dimensão nacional, mas também a da América Latina e do Caribe e da Europa.”

“Os laços da ilha caribenha com o chamado Velho Continente são históricos. Tem a ver com a nossa história e a nossa cultura, e há até mesmo os laços familiares entre a maior das Antilhas e os países europeus”, disse ele.

O primeiro vice-presidente cubano ressaltou que “tem havido uma relação mais fluida com os países europeus desde que se restabeleceu a cooperação e agora estamos em um caminho importante porque também se restabeleceu o diálogo político para realmente chegarmos a um acordo nesse sentido”.

“Há muitos pontos em comum entre os dois lados em que podemos trabalhar como as mudanças climáticas, o desenvolvimento sustentável, o intercâmbio técnico-científico, estudantil, educacional e as questões de saúde” destacou.

Nós podemos inclusive cooperar Europa-Cuba vinculadas a terceiros países, ou seja, uma relação tripartite em que podemos incluir nações africanas e latinoamericanas. “Nós podemos fornecer recursos humanos e outros poderiam se encarregar de colocar os recursos financeiros e tecnológicos. Isso teria que se julgar, claro, de acordo com o interesse desses países”.

Segundo ele, há um cenário favorável para se chegar a um diálogo construtivo mas tanto a CELAC como Cuba vão à Cúpula esta posição de diálogo construtivo, desde que sua soberania seja respeitada e que não haja ingerência em seus assuntos internos.

“Acho que existem condições para um progresso real, até mesmo mais maduras que em outros momentos e tudo isso será visto nas discussões que ocorrerão na quarta e na quinta-feira em sessão plenária”, acrescentou.

 

Tradução: Juliana MSC

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