Cúpula das Américas deve debater fim da ingerência, diz Socorro Gomes

Fóruns com temas empresarial, juvenil e da sociedade civil acontecerão nestes dias que antecedem a realização da Cúpula das Américas, no Panamá, marcada para os dias 10 e 11 de abril.

Por:Tayguara Ribeiro, 

Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)

A reunião ganhou ainda mais destaque por conta de dois temas que têm sido de grande repercussão nos últimos meses: Cuba e Venezuela.

A presença dos representantes cubanos (após anos sem participar das reuniões continentais por imposição dos EUA) e as negociações para uma reaproximação diplomática com Washington certamente geram enorme expectativa entre os líderes dos países da região e fatalmente estarão na pauta de discussões do encontro.

Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)
Foto:Paulo Gomes

“Os EUA ficaram isolados na questão da participação de Cuba. A OEA (Organização dos Estados Americanos) tem servido como uma espécie de instrumento de domínio dos EUA na região”, afirmou Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP). “Os povos disseram em alto e bom tom que não aceitam nenhuma reunião continental sem a presença de Cuba”.

Ela, que estará presente na conferência, lembrou que na década de 1990 o órgão foi utilizado para tentar consolidar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e, com isso, aumentar mais a margem de influência do governo estadunidense em relação às nações vizinhas.

“A Alca acabou sendo derrotada, surgiram novos fóruns como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A OEA perdeu sua importância, os países buscaram fóruns de integração”, disse.

Para Socorro Gomes, a grande expectativa desta cúpula “é pela paz, pelo fim das bases militares estrangeiras e pelo fim das ingerências, principalmente por parte dos EUA que são o país mais forte belicamente e são acostumados a fazer este tipo de interferência”.

Neste sentido, a presidenta do Cebrapaz e do CMP ressaltou a importância da defesa da questão Venezuelana, que foi acusada por Washington de ser uma “ameaça à política externa estadunidense”. Ela reforçou que o caso de intromissão nas questões internas do país sul-americano deve ser amplamente debatido.
Tayguara Ribeiro, do Portal Vermelho

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