Tuitaço mundial mobiliza Internet em apoio à Venezuela

Fonte: Correio do Brasil com Vermelho, de Caracas

 

Milhares de usuários das redes sociais expressaram, na quinta-feira sua solidariedade com a Venezuela
Milhares de usuários das redes sociais expressaram, na quinta-feira sua solidariedade com a Venezuela

 

Um tuitaço mundial em apoio à campanha “Obama derrube o decreto já!” para exigir a anulação de uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano contra a Venezuela, aconteceu nessa sexta-feira. A medida declara a nação sul-americana como uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança e política exterior dos Estados Unidos, e ordena um estado de emergência nacional.
O tuitaço se realizou em dois blocos, o primeiro às 11:00 da manhã e o segundo às 18:00 horas com a hashtag #ObamaDerogaYa.

Milhares de usuários das redes sociais expressaram sua solidariedade com a Venezuela, colocando as hashtags #ObamaDerogaElDecretoYa e #TuFirmaXLaPatria no Twitter e no Instagram como trending topics.

Tais iniciativas fazem parte da campanha que prevê a coleta de 10 milhões de assinaturas em apoio ao direito dos venezuelanos à autodeterminação e à paz.

Para o processo de coleta de assinaturas foram montados quase 14 mil pontos nas praças de toda a Venezuela e as pessoas também podem participar pela Internet no site wwww.obamaderogaeldecretoya.org.ve.

A assinatura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, está no topo do documento que pretendem entregar ao mandatário estadunidense durante a 8ª Cúpula das Américas, que se realizará no Panamá, nos dias 10 e 11 de abril.

Revolução Bolivariana

A revolução bolivariana, cujas bases estão fundadas nos princípios da solidariedade e da igualdade social, sem exceção, é a garantia da proteção da democracia e da paz, conforme a Constituição Bolivariana da Venezuela, declarou na quinta-feira, o presidente da República, Nicolás Maduro.

– A maior garantia de proteção para vocês mesmos (referindo-se à oposição), para a democracia, é que nós sigamos a marcha e o curso desta revolução – que tem sido referendada pelo povo em 18 das 19 eleições realizadas nos últimos 15 anos.

Neste sentido, o chefe de Estado pediu a todo o povo venezuelano que lute em defesa da paz, da soberania, independência e autodeterminação da pátria.

– Chamo ao despertar da consciência a todos os que amam a paz e a pátria – conclamou o presidente, reconhecendo a postura firme e patriota do deputado opositor Ricardo Sánchez, que assinou, no ponto de coleta da Praça Bolívar, em Caracas, o manifesto da campanha denominada “Venezuela não é uma ameaça, somos uma esperança”.

– É a hora do despertar da consciência nacional, da união nacional, de todos os que amamos a Venezuela, realçou Maduro.

As assinaturas coletadas acompanharão o documento dirigido ao Governo dos Estados Unidos, em que se exige a revogação do decreto presidencial em que se qualifica a Venezuela como uma “ameaça inusual e extraordinária” à segurança nacional daquele país.

O processo de recolhimento das assinaturas se realizará até os primeiros dias de abril, tendo a meta de alcançar 10 milhões de apoios antes da VII Cúpula das Américas.

Através de um decreto, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou a Venezuela como uma “ameaça extraordinária e inusual”, com o objetivo de justificar sanções contra o povo venezuelano. Esta agressão se soma as ações com que Washington, há 15 anos, pretende quebrar a soberania e a autodeterminação da Venezuela.

Os pontos de recolhimento de assinaturas, atividade que também toma a forma de uma campanha mundial, denominada “Venezuela não é uma ameaça, somos uma esperança”, estarão localizados nas praças de cada um dos municípios do país e ativarão para isto uma rede de “esquinas quentes”, espaços de debate e reflexão. No caso da capital e do Estado de Vargas, haverá um ponto de recolhimento por bairro.

Participam desta tarefa as Unidades de Batalha Bolívar-Chaves (Ubch), os Círculos de Luta Popular (CLP), e as demais organizações de base do grande polo patriótico, com o objetivo de que cada uma das organizações político-sociais recolha ao menos 700 assinaturas em respaldo à campanha para exigir a revogação do decreto do imperialismo estadunidense contra a Venezuela.

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