Fidel recebe os cinco heróis

Fonte: Cuba Viva

Encontro ocorreu na residência do líder da Revolução Cubana, que escreveu sua “reflexão” sobre a reunião com o grupo de heróis

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, se encontrou dia 28/2 com o grupo dos Cinco Cubanos em sua residência e escreveu, na noite deste domingo (01/03), uma “reflexão” a respeito do encontro, publicada nesta segunda-feira (02/03) no jornal Granma.

Estudio Revolución
Trata-se do primeiro encontro do grupo com Fidel em Cuba

Em dezembro, os governos de Cuba e Estados Unidos firmaram um acordo para a retomada das relações diplomáticas, que culminou na soltura do norte-americano Alan Gross, que cumpria pena de 15 anos na ilha por espionagem, e dos últimos três dos Cinco Cubanos presos que seguiam presos nos EUA. O grupo era formado por agentes com a missão de coibir práticas terroristas que seriam perpetradas por cubanos radicados em Miami.

A libertação dos cubanos, além de ser uma demanda de movimentos sociais em diversas partes do mundo, era também uma das principais reivindicações do ex-presidente cubano. Por esta razão, a demora em se pronunciar sobre o caso chegou a alimentar boatos sobre seu estado de saúde e até de sua morte. O encontro aconteceu 73 dias após o anúncio do acordo.

No texto assinado por Fidel, o líder ressalta que os cubanos tiveram que passar “15 longos anos da mais plena juventude respirando o ar úmido, fedorento e repugnante dos sótãos de uma prisão ianque, após terem sido condenados por juízes venais”.

Ele ressalta o fato de que os Cinco, como são internacionalmente conhecidos, não cometeram nenhum ato contra os Estados Unidos e que a única coisa que tentaram fazer foi “tratar de impedir os atos terroristas contra nosso povo, organizados pelos órgãos de inteligência norte-americanos que a opinião mundial conhece amplamente”, ressalta Fidel.

Fidel diz que esteve feliz durante as cinco horas que passou com Gerardo Hernández, René González, Tony Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino e concluiu dizendo que dispõe de tempo suficiente para “solicitar aos Cinco que invistam uma parte do imenso prestígio que têm em algo que será sumamente útil a nosso povo”.
Companheira de Fidel, Dalia Soto del Valle, também participou do encontro.
Companheira de Fidel, Dalia Soto del Valle, também participou do encontro.
REFLEXÕES DE FIDEL – ENCONTRO COM OS CINCO
Recebi-os no sábado, 28 de fevereiro, 73 dias depois que pisaram a terra cubana. Três deles haviam consumido 16 longos anos de sua mais plena juventude ao respirar o ar úmido, fedorento e repugnante dos porões de uma prisão ianque, depois de serem condenados por juízes venais. Outros dois, que igualmente tratavam de impedir os planos criminosos do império contra sua Pátria, foram também condenados a vários anos de prisão brutal.
Os próprios organismos de investigação, alheios por completo ao mais elementar sentido de justiça, participaram da desumana caçada.
A Inteligência cubana não necessitava, em absoluto, seguir os movimentos de uma só equipe militar dos Estados Unidos, porque podia ser observado do espaço tudo o que se movia em nosso planeta através da Base de Exploração Radioeletrônica “Lourdes”, ao sul da capital de Cuba. Este centro era capaz de detectar qualquer objeto que se movesse a milhares de mil de nosso país.
Os Cinco Herois antiterroristas, que nunca fizeram dano algum aos Estados Unidos, tratavam de prevenir e impedir os atos terroristas contra nosso povo, organizados pelos órgãos de Inteligência norte-americanos que a opinião mundial sobejamente conhece.
Nenhum dos Cinco Herois realizou suas tarefas em busca de aplausos, prêmio ou glória. Receberam seus honrosos títulos porque não buscaram. Eles, suas esposas, seus pais, seus filhos, seus irmãos e seus concidadãos temos o legítimo direito de nos sentirmos orgulhosos.
Em julho de 1953, quando atacamos o Quartel de Moncada, eu tinha 26 anos e muito menos experiência que a que eles demonstraram. Se estavam nos Estados Unidos não era para provocar dano a esse país ou vingar-se dos crimes que ali se organizavam e abasteciam de explosivos contra nosso país. Tratar de impedi-los era absolutamente legítimo.
O principal na chegada deles era saudar os familiares, amigos e o povo, sem descuidar um minuto da saúde e de rigoroso exame médico.
Estive feliz durante horas ontem. Escutei relatos maravilhosos de heroísmo do grupo chefiado por Gerardo e secundado por todos, inclusive o pintor e poeta a quem conheci enquanto montava uma de suas obras no aeródromo de Santiago de Cuba. E as esposas? Os filhos e filhas? As irmãs e mães? Não irá recebê-los também?, me perguntam. Pois tenho que celebrar, também, o regresso e a alegria com a família!
Ontem, naquele momento, queria trocar ideias com os Cinco Heróis. Durante 5 horas esse foi o tema. Disponho desde ontem, afortunadamente, de tempo suficiente para solicitar-lhes que invistam uma parte de seu imenso prestígio em algo que será sumamente útil a nosso povo.

Fidel Castro Ruz
1º de março de 2015
22h12   
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