Rui Falcão: “Projeto de Marina é antinacional e antipopular”

A executiva nacional do PT se reuniu nesta sexta-feira (5), em São Paulo, para discutir as estratégias para a reta final da campanha presidencial, por considerar ser “um momento decisivo para a história do Brasil”.

Por Dayane Santos, do Portal Vermelho

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Presidente Nacional do PT, Rui Falcão, concedeu entrevista em São Paulo

“O debate político se fará no confronto do nosso projeto com os projetos dos adversários. Queremos fazer esse debate nas ruas, nas escolas, nos locais de trabalho, nos bancos. Por isso, fazemos um chamamento à militância neste momento em que a campanha ganha corpo e a atenção da população. E a nossa militância faz a diferença”, disse o presidente Nacional do PT, Rui Falcão, em coletiva de imprensa, destacando que a aguerrida militância do partido e aliados vai ocupar as ruas para assegurar a reeleição da candidata Dilma Rousseff.

Segundo Falcão, o diretório nacional do partido fez uma avaliação de que a eleição será em dois turnos, com a possibilidade de que o embate político e eleitoral seja entre Dilma e a candidata da oposição Marina Silva (PSB).

Indagado sobre a questão econômica, que tem sido alvo dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), Rui Falcão foi enfático: “Temos mostrado que o mundo vive uma crise econômica internacional e, graças às medidas tomadas pelo governo, conseguimos manter o emprego crescente, o fortalecimento econômico e a soberania do país. Isso não satisfaz determinados setores porque eles querem se encostar no rentismo como fizeram no passado”.

Autonomia do BC

A questão da autonomia do Banco Central, proposta pelo programa de Marina, foi um dos pontos discutidos pelo diretório nacional do partido. “Entendemos que a autonomia formal do Banco Central significa suprimir das pessoas que são eleitas pelo povo, no caso o presidente e o Congresso Nacional, a formulação da política econômica e das intenções de desenvolvimento para alguém que não é eleito, que não tem mandato definido e que, provavelmente, será um representante do sistema financeiro. Nós discordamos dessa proposta que é antipopular e antinacional”, enfatizou Falcão.

Ele também criticou a proposta de secundarização dos bancos públicos lembrando que o BNDES financia máquinas e equipamentos fundamentais para a renovação da planta industrial; a Caixa subsidia o Minha Casa, Minha Vida e atua no financiamento imobiliário; e o Banco do Brasil é o maior financiador da produção agrícola, seja do agronegócio ou agricultura familiar.

“Retirar esses bancos do papel prioritário que eles têm no processo de desenvolvimento nacional e dar maior prioridades aos bancos privados contrasta com o nosso programa e é mais coerente com o programa dos bancos que tem uma representante na formulação desse programa”, rebateu ele.

Secundarizar é para privatizar bancos públicos e a Petrobras

Para o presidente do PT, a proposta de secundarização dos bancos públicos abre um precedente para a privatização. “Enfraquecer os bancos públicos pode, mais tarde, abrir campo para a privatização. Não estamos inventando isso, porque quando FHC era presidente os acordos com o FMI tinham, como uma das cláusulas de condicionalidade, a privatização dos bancos públicos, o que ocorreu em grande escala. Esse é um risco, inclusive da própria Petrobras”, recordou.

“Quando se propõe substituir o regime de partilha do petróleo, senão trocá-lo todo por concessão, isso fortalece as empresas estrangeiras e enfraquece a Petrobras. O passo seguinte é vender”, reforçou.

Terceirização e pré-sal, tratados pelo plano de Marina, também foram pautas da reunião entre as lideranças nacionais do PT. Segundo Falcão, se o pré-sal não for tratado sem a prioridade que o governo Dilma dedica, “pode significar o comprometimento do projeto de futuro do Brasil”, já que compromete os investimentos de educação, saúde, produção industrial e geração de empregos.

Sobre a propaganda de TV da campanha de Dilma, que desnudou a política do “eu sozinho” de Marina, Falcão enfatizou: “Fizemos um alerta da importância da governabilidade e um contraste dos projetos. Para nós, a nova política é a Dilma por tudo que ela tem feito, pela defesa da reforma política ouvindo o povo por meio de um plebiscito, o que difere de uma proposta que consideramos regressiva do ponto de vista político”.

Clube Militar

Questionado por jornalistas, Falcão comentou a nota de apoio do Clube Militar do Rio de Janeiro à candidata Marina Silva. “Não li o documento, mas é um direito deles, no gozo de seus direitos políticos e democráticos. Mas, em geral, as pessoas ligadas a esse setor não gostam da democracia e, alguns, têm o pé na ditadura, na tortura e violência do regime militar”, disse.

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